A taxa de extrema pobreza no Ceará caiu para 7,9%, o menor índice registrado desde 2012, ano em que teve início a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE. Entre 2022 e 2024, mais de 624 mil cearenses deixaram as condições de pobreza e extrema pobreza, segundo dados divulgados nesta semana.
Durante pronunciamento nas redes sociais, o governador Elmano de Freitas (PT) comentou os números. “E agora tivemos uma informação muito importante que foi a publicação do IBGE no respeito à pobreza, extrema pobreza no estado do Ceará, acumulando 624 mil cearenses em mãos nossas que deixaram a pobreza ou a extrema pobreza. Na série histórica é o menor percentual de mãos cearenses na extrema pobreza, 7,9%. Nunca tivemos esse número”, afirmou.
Levantamento do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) mostra que, apenas em 2024, mais de 135 mil pessoas superaram a condição de extrema pobreza no estado.
Programa social
Entre as principais ações relacionadas à segurança alimentar está o programa Ceará Sem Fome, que atua em três frentes emergenciais:
- Cartão Ceará Sem Fome, no valor de R$ 300 mensais, destinado a cerca de 50 mil famílias;
- Rede de cozinhas comunitárias, com mais de 1.300 unidades que distribuem cerca de 125 mil refeições por dia;
- Campanhas de arrecadação de alimentos, que já somam mais de 170 toneladas arrecadadas em eventos públicos.
Além disso, o programa também promove capacitação profissional e incentivo ao empreendedorismo por meio do eixo +Qualificação e Renda, com foco na autonomia financeira dos beneficiários.
Outros programas de apoio social também têm impacto nos indicadores. O Cartão Mais Infância garante R$ 100 mensais para famílias com crianças de 0 a 5 anos. Já o Vale Gás Social, criado em 2020, distribui tíquetes para compra de botijões de gás a mais de 200 mil famílias, com mais de 2,5 milhões de unidades entregues até agora.



