A vereadora Tatiana Medeiros (PSB), de Teresina, passou à condição de ré em um processo que investiga crimes como organização criminosa, corrupção eleitoral, peculato e lavagem de dinheiro.
A decisão foi assinada pela juíza Gláucia Mendes de Macêdo, da 98ª Zona Eleitoral da capital piauiense, que aceitou denúncia apresentada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) no último dia 13.
Além da parlamentar, outras oito pessoas também se tornaram réus no processo, entre elas estão a mãe, a irmã, o padrasto e o cunhado da vereadora, além da sua assessora e dois funcionários da ONG Instituto Vamos Juntos, entidade fundada por Tatiana e que, segundo a investigação, era usada como fachada para a atuação do grupo.
Em resposta ao G1, a defesa da vereadora informou que aguarda a intimação oficial da Justiça para se manifestar sobre o caso.
A Justiça manteve ainda as prisões preventivas da vereadora e de seu companheiro, Alandilson Cardoso, apontado como um dos principais financiadores da campanha de Tatiana com dinheiro oriundo de uma facção criminosa. Tatiana está presa desde 3 de abril, enquanto Alandilson cumpre prisão desde novembro do ano passado.
A juíza também manteve medidas cautelares anteriormente impostas, como o afastamento da vereadora de suas funções públicas e a suspensão das atividades da ONG Vamos Juntos.
Celular encontrado na cela e internação
No mesmo dia em que foi aceita a denúncia do Ministério Público Eleitoral, uma vistoria de rotina no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar, onde Tatiana Medeiros está presa, encontrou um celular e um tablet na cela da vereadora.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí, ela confessou ter recebido os aparelhos de um de seus advogados. A parlamentar está detida em uma Sala de Estado Maior, instalação destinada a presos com prerrogativas legais, como autoridades e advogados.
Um dia após a apreensão dos equipamentos, Tatiana foi internada em estado delicado no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), após fazer uso excessivo de medicação para controle da pressão arterial. Após atendimento de urgência e estabilização do quadro clínico, ela foi transferida para o Hospital da Polícia Militar. A tentativa de levá-la a uma clínica psiquiátrica particular foi negada pela PM por questões de segurança.




