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Política

Carlos Lupi pede demissão do Ministério da Previdência em meio a crise por fraudes no INSS

Por Iôrran Freire
Atualizado há 12 meses
Tempo de leitura: 2 mins
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O ex-deputado federal Wolney Queiroz (PDT) é um dos nomes cotados para assumir o ministério. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi (PDT), pediu demissão do cargo nesta sexta-feira (2), após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Palácio do Planalto. A saída ocorre em meio à crise provocada por denúncias de fraudes bilionárias em benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Embora não haja indícios de envolvimento direto de Lupi no esquema de descontos indevidos em aposentadorias, a avaliação dentro do governo é de que o ministro falhou em agir com firmeza diante das irregularidades. A percepção entre auxiliares do Planalto é de que Lupi também não demonstrou a devida reação pública após a repercussão do caso.

A pressão sobre o ministro vinha crescendo nos últimos dias, principalmente após a escolha do novo presidente do INSS, o procurador federal Gilberto Waller Júnior, nomeado para liderar uma “faxina” no órgão. A nomeação foi feita sem a participação de Lupi, o que, segundo interlocutores próximos, aumentou o desconforto do então chefe da pasta.

O ex-deputado federal Wolney Queiroz (PDT) é um dos nomes cotados para assumir o ministério. Ele tem apoio dentro da legenda e é próximo da cúpula do partido.

Fraudes

Segundo a investigação da PF e da CGU (Controladoria-Geral da União), descontos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS ganharam força a partir de 2019, no mandato do então presidente Jair Bolsonaro (PL), e atingiu a casa dos bilhões a partir de 2023, no terceiro mandato do presidente Lula.

O aumento atípico nos últimos anos -com movimentações no Congresso que impediram regras mais duras para esses débitos- chamou a atenção. Apesar do esforço saneador do governo, há o diagnóstico de que Lupi coube a pecha de omisso.

A controladoria aponta que o INSS ignorou alertas feitos pelos órgãos de controle em 2024. Segundo a CGU, foram enviados seis ofícios entre 8 de maio de 2024 e 12 de julho daquele ano, pedindo providências, que teriam ficado sem resposta.

Procurado, o INSS nega que alertas tenham sido ignorados. O órgão diz que respondeu a uma recomendação da CGU pedindo explicações sobre o ofício enviado, mas não obteve resposta.

Com informações da Folhapress.

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