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Brasil ultrapassa 30 mil transplantes em 2024, maior número da série histórica 

Por Júlia Meira
Atualizado há 1 ano
Tempo de leitura: 2 mins
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Apesar do aumento, a fila de espera ainda conta com 78 mil pessoas, sendo 42 mil apenas para transplante de rim. Foto: Arquivo/Elza Fiúza/Agência Brasil

O Brasil ultrapassou a marca de 30 mil transplantes de órgãos e tecidos em 2024, o maior número da série histórica. O balanço foi apresentado nesta quarta-feira (4) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. No total, 85% dos procedimentos são realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O país possui o maior programa público de transplante de órgãos, tecidos e células do mundo, garantido a toda a população por meio do SUS. No entanto, apesar do aumento, a fila de espera ainda conta com 78 mil pessoas, sendo 42 mil apenas para transplante de rim. Esse foi o órgão mais transplantado no ano passado, com 6.320 procedimentos, seguido pelo fígado (2.454), córnea (17.107) e medula óssea (3.743).

Visando a ampliação do acesso aos transplantes, o chefe da pasta anunciou o lançamento de novas tecnologias que, além de ampliar a oferta, visam reduzir desigualdades regionais. Entre as novidades estão a autorização para transplantes de intestino delgado e multivisceral em pacientes com falência intestinal irreversível, e a inclusão do transplante de membrana amniótica no SUS, procedimento que auxilia no tratamento de queimaduras. “As medidas que estamos anunciando hoje reduzem o tempo de espera para quem aguarda um transplante”, afirmou o ministro.

Um dos pontos destacados pela pasta é a baixa taxa de autorização para doação de órgãos e tecidos. Segundo os dados apresentados, apenas 55% das famílias entrevistadas autorizam a doação. Para enfrentar esse desafio, a coordenadora-geral do Sistema Nacional de Transplantes, Patrícia Freire, anunciou o lançamento do Programa de Qualidade em Doação para Transplante (Prodot), que terá como responsabilidade monitorar as equipes encarregadas das entrevistas com familiares. A ação será realizada em parceria com a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib).

Além disso, o Ministério da Saúde passará a utilizar um sistema de prova cruzada virtual, que permite avaliar a probabilidade de rejeição ao órgão doado. Essa tecnologia já é utilizada nos estados do Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Sul e São Paulo.

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