Lançado no catálogo da Netflix no último dia 17 de junho, o filme “Homem com H”, que retrata a vida e carreira de Ney Matogrosso, alcançou rapidamente o topo da lista de filmes mais assistidos da plataforma no Brasil.
Dirigido por Esmir Filho e protagonizado por Jesuíta Barbosa, o longa é mais um marco do cinema nacional que tem conquistado o público tanto nas telonas quanto no streaming.
A produção percorre diferentes fases da trajetória do artista, desde a infância até o sucesso estrondoso como vocalista dos Secos e Molhados, nos anos 1970. O roteiro também se aprofunda em aspectos íntimos da vida de Ney, como o relacionamento com o pai militar e seus amores, trazendo à tona a ousadia, liberdade e autenticidade que sempre marcaram sua figura pública.
Um dos destaques do filme está na caracterização dos personagens: o público tem elogiado a semelhança entre os atores e as pessoas reais retratadas. Jesuíta Barbosa dá vida ao próprio Ney, enquanto Jullio Reis interpreta Cazuza. O elenco conta ainda com nomes como Bruno Montaleone, Hermila Guedes, Rômulo Braga e a cantora Céu.
Apesar do sucesso, a estreia antecipada no streaming tem gerado polêmica no setor audiovisual. “Homem com H” chegou à Netflix enquanto ainda está em cartaz em algumas salas de cinema, o que, para alguns internautas, pode comprometer a sustentabilidade do circuito comercial.
A prática é considerada incomum para filmes brasileiros, que costumam estrear nas plataformas digitais somente após encerrar a trajetória nas telonas.
Por outro lado, muitos internautas argumentam que a estreia na Netflix torna o filme mais acessível, especialmente em regiões onde o longa não chegou aos cinemas ou onde os ingressos são considerados caros. A assinatura da plataforma, nesse caso, se mostra mais viável para uma parcela do público.
Antes de entrar no catálogo da Netflix, “Homem com H” já havia se destacado nos cinemas: ultrapassou 620 mil espectadores e arrecadou mais de R$ 13 milhões em bilheteria desde a estreia no dia 1º de maio, segundo dados do Filme B Box Office Brasil.
Independentemente das polêmicas, a cinebiografia reafirma a força de Ney Matogrosso como símbolo cultural e político, e celebra uma trajetória marcada por liberdade, provocação e talento.




