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Imagem de filha de Justus reacende debate sobre imposto no Brasil; entenda

A discussão nas redes veio na sequência de um projeto que propõe isenção para quem ganha até R$ 5 mil e nova cobrança para super-ricos
Por Iôrran Freire
Atualizado há 10 meses
Tempo de leitura: 2 mins
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O caso repercutiu justamente num momento em que o governo federal discute mudanças no sistema tributário. Foto: Reprodução/Instagram @ robertoljustus

Uma bolsa de grife de R$ 14 mil virou assunto nas redes, e não foi apenas pelo preço. A pequena Vicky, filha do empresário Roberto Justus com a influenciadora Ana Paula Siebert, apareceu com o acessório em uma foto publicada nas redes sociais. A imagem da menina de cinco anos gerou comentários divididos: enquanto alguns internautas elogiaram a beleza da criança, outros aproveitaram para levantar um velho debate no Brasil: o da taxação dos super-ricos.

O caso repercutiu justamente num momento em que o governo federal discute mudanças no sistema tributário. Muita gente considera injusto que, no país, quem tem rendas mais baixas acabe pagando proporcionalmente os mesmos impostos que os mais ricos, que muitas vezes são beneficiados por brechas e isenções.

Em junho, o PT lançou uma campanha chamada “Taxação BBB”, voltada para bilionários, bancos e empresas de apostas esportivas, as chamadas “bets”. A proposta ganhou ainda mais visibilidade após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segurar um cartaz com a frase “Taxação dos super-ricos” durante um evento em Salvador, em celebração à independência da Bahia. “Mais justiça tributária e menos desigualdade. É sobre isso”, escreveu o presidente nas redes sociais.

No centro dessa discussão está um projeto que pretende isentar do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil por mês e, como compensação, criar um imposto mínimo para quem recebe mais de R$ 50 mil mensais.

Pela proposta, quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7 mil teria direito a descontos, enquanto rendas acima de R$ 100 mil mensais poderiam pagar até 10% de imposto. Segundo o governo, a ideia é tornar a cobrança mais justa, sem aumentar a arrecadação total, apenas redistribuindo melhor quem paga quanto.

A oposição, no entanto, critica a medida e afirma ser contrária ao projeto, alegando que o plano pode desestimular investimentos, afetar atividades produtivas e agravar o cenário econômico em vez de resolvê-lo. Por enquanto, o projeto segue em discussão no Congresso.

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