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Pará

Criança de 6 anos comemora aniversário em hospital oncológico a espera de medicação do SUS, em Belém

A família preparou uma festa com bolo, balões e muitos abraços, mas a comemoração não foi completa devido às complicações do tratamento
Por UrbNews
Atualizado há 11 meses
Tempo de leitura: 3 mins
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O menino já possui doador mas precisa de medicação primeiro. Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

No Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, a celebração do sexto aniversário de Carlinhos, um garotinho que luta contra a leucemia, foi marcada por momentos de afeto e esperança. A família preparou uma festa com bolo, balões e muitos abraços, mas a comemoração não foi completa devido às complicações do tratamento.

Internado desde o dia 16 de junho, Carlos Daniel Gomes Silva, enfrenta uma batalha contra a leucemia linfóide aguda. Após passar por sessões intensas de quimioterapia, ele agora precisa iniciar uma imunoterapia com o medicamento blinatumomabe, que já é disponibilizado pelo SUS. No entanto, o remédio ainda não chegou às mãos do menino, o que tem gerado apreensão na família.

A mãe de Carlinhos, Keller Gomes, explica a situação: “A Secretaria de Saúde do Pará (Sespa) informou ao advogado que vai dar uma resposta, mas ainda não sabemos se a medicação será liberada ou não.”

Em nota oficial, a Sespa afirmou que o medicamento está em processo de aquisição, em parceria com o hospital, e que a expectativa é de que seja disponibilizado em breve. Enquanto isso, a esperança de que tudo dê certo permanece viva na família.

Doador compatível e esperança de cura

A boa notícia é que um doador compatível foi encontrado, o que aumenta as chances de um futuro transplante de medula. Contudo, o procedimento só poderá ser realizado após Carlinhos responder à imunoterapia e alcançar a remissão da doença, condição que melhora significativamente as perspectivas de cura.

De acordo com a médica especialista em oncologia, Adriana Seber, o uso do blinatumomabe é comum em casos de recaída da leucemia após a quimioterapia. “Ele funciona como uma peça que atrai as células doentes e ajuda o paciente a voltar à remissão”, explica ao portal g1.

Enquanto aguarda uma resposta oficial da Sespa, a família vive a angústia de ver o menino crescer dentro do hospital. O pai, Daniel Silva, desabafa: “O tempo dele é todo dentro do hospital. A gente só quer levar o Carlinhos pra casa.”

Apesar das incertezas, Keller mantém a esperança acesa. “Se a medicação for liberada, meu filho tem chances de sobreviver. A gente só quer que tudo dê certo”, afirma. “São dias difíceis, mas a vontade de viver do Carlinhos é algo que emociona todo mundo.”

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