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Eleições argentinas terão segundo turno entre Sergio Massa e Javier Milei

Por Isabela Santana
Atualizado há 3 anos
Tempo de leitura: 2 mins
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O peronista Sergio Massa ficou em primeiro com quase 37% dos votos, deixando o liberal Milei em segundo com 30%. (Fotos: Reprodução/X @unionxlapatria @JMilei)

Com 90% das urnas contabilizadas, o candidato peronista Sergio Massa terminou na frente nas eleições realizadas neste domingo (22) na Argentina, com 36,2% dos votos. Ele vai disputar a presidência com o liberal Javier Milei, que obteve 30,19% dos votos e era o líder nas pesquisas de intenção de voto.

Em terceiro lugar ficou a candidata Patricia Bullrich, com 23,82%, seguida por Juan Schiaretti, com 7% e Myriam Bregman, com 2,66% dos votos. Na história recente, só houve um segundo turno nas eleições argentinas duas vezes, em 2003 e 2015, sendo que, no primeiro deles, um dos candidatos desistiu.

A votação do segundo turno será no dia 19 de novembro. Independente de quem for eleito, o próximo presidente argentino vai assumir um país com inflação a +130%, juros em 133% ao ano, dívida externa bilionária e com o peso valendo cada vez menos.

Na Argentina, o voto é obrigatório para maiores de 18 e menores de 70 anos. Neste pleito, 74% desses votantes pessoas compareceram às urnas, registrando a maior abstenção desde 1983, quando houve a redemocratização no país.

Candidatos

Sergio Massa, do partido peronista União pela Pátria, é o atual ministro da Economia da Argentina. Político experiente, o advogado conquistou as primárias de seu partido depois da terceira tentativa. Massa também já foi presidente da Câmara dos Deputados. Ele afirma que vai fortalecer empresas estatais, ampliar políticas sociais e aumentar as exportações de petróleo, lítio e gás.

Javier Milei, autodenominado “anarcocapitalista”, é da coalizão conservadora La Libertad Avanza, e se coloca como representante de um liberalismo extremo. Entre suas propostas estão a redução drástica de subsídios e do aparato estatal. Num discurso com idas e vindas, ele já propôs o fechamento do Banco Central, a saída do Mercosul e a dolarização da economia, medida vista como inviável por economistas menos radicais.

Ele passou a ganhar notoriedade ao começar a dar uma série de entrevistas polêmicas e se elegeu deputado em 2021. Nas primárias, foi o candidato mais votado, com cerca de 30% dos votos. Para o segundo turno, analistas projetam que os votos de Patricia Bullrich, terceira colocada que também tem ideologia mais liberal, acabem indo para Milei.

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