A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro tem até as 21h13 de hoje para apresentar explicações ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o descumprimento da proibição do uso de redes sociais.
O advogado Celso Vilardi, responsável pelo caso de Bolsonaro, foi notificado ontem, às 21h13, quando o prazo começou a correr. A notificação foi feita por um oficial de Justiça do Supremo via WhatsApp.
O motivo foi a publicação de links de entrevistas concedidas à imprensa após a imposição da medida. A situação se agravou após Bolsonaro fazer uma fala na saída da Câmara dos Deputados, a qual foi filmada e divulgada nas redes sociais por terceiros.
A determinação faz parte de um conjunto de medidas cautelares que incluem: uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno entre 19h e 6h nos dias de semana e integral nos fins de semana e feriados, proibição de acesso a embaixadas e consulados estrangeiros, proibição de contato com embaixadores ou autoridades internacionais e proibição de manter contato com Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e outros investigados na trama golpista. Segundo Moraes, as medidas visam evitar uma possível fuga do ex-presidente do país.
As medidas foram determinadas no âmbito do inquérito em que Eduardo Bolsonaro é investigado por sua atuação em articulações com o governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, supostamente como forma de retaliação contra o governo e o Judiciário brasileiros.




