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Carla Zambelli é presa na Itália, afirma Ministério da Justiça

O deputado italiano Angelo Bonelli publicou em seu perfil na rede social X que havia informado o endereço de Zambelli à polícia italiana
Por Júlia Meira
Atualizado há 11 meses
Tempo de leitura: 2 mins
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Zambelli foi condenada a 10 anos e 8 meses de prisão, teve o mandato cassado, foi considerada foragida pela Justiça brasileira desde maio e deixou o país após a condenação, fugindo para a Itália, onde possui cidadania italiana. Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Segundo o Ministério da Justiça, a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi presa na Itália, para onde fugiu após ter sido condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no caso da invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A prisão foi efetuada nesta terça-feira (29).

Ainda nesta tarde, o deputado italiano Angelo Bonelli publicou em seu perfil na rede social X que havia informado o endereço de Zambelli à polícia italiana.

“Carla Zambelli está em um apartamento em Roma. Forneci o endereço à polícia. Neste momento, a polícia está identificando Zambelli”, escreveu na postagem. Segundo Bonelli, agentes italianos confirmaram a identidade da deputada.

Zambelli foi condenada a 10 anos e 8 meses de prisão, teve o mandato cassado, foi considerada foragida pela Justiça brasileira desde maio e deixou o país após a condenação, fugindo para a Itália, onde possui cidadania italiana.

Além disso, o nome da deputada foi incluído na lista de procurados da Interpol. Zambelli deve ser extraditada ao Brasil para cumprir a pena.

De acordo com informações da Polícia Federal, divulgadas no blog da jornalista Andréia Sadi, no G1, Zambelli foi levada a uma delegacia italiana. A autoridade local terá 48 horas para decidir os próximos passos.

“A cooperação internacional foi fundamental, entre a PF e policia italiana pela adidância. Foi presa há instantes e levada para uma delegacia da policia italiana. Agora, tem 48 horas para a autoridade judiciária de lá dar encaminhamento. Se vai soltar, se vai extraditar, se vai ser prisão domiciliar”, explicou Andrei Rodrigues, diretor geral da PF, ao blog.

Além do caso da invasão hacker, Zambelli também é investigada em dois outros inquéritos: o chamado “inquérito das fake news” e outro sobre supostamente ter participado de articulações golpistas após as eleições de 2022.

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