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Política

Veja o que políticos cearenses falaram sobre as sanções de Trump a Moraes

Esta é a primeira vez que o governo dos EUA submete uma autoridade brasileira à tal punição
Por José Gabriel Herculino
Atualizado há 9 meses
Tempo de leitura: 5 mins
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Esta é a primeira vez que o governo dos EUA submete uma autoridade brasileira à tal punição. Foto: Divulgação

A sanção da Lei Magnitsky pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, provocou reações de figuras políticas cearenses, especialmente de partidos de esquerda, como o PT, que consideram a medida uma afronta à soberania nacional e um ataque à democracia. Por outro lado, nomes à direita defenderam a medida.

Esta é a primeira vez que o governo dos EUA submete uma autoridade brasileira à tal punição, uma das mais severas contra estrangeiros considerados autores de graves violações de direitos humanos e práticas de corrupção. 

Saiba como políticos cearenses reagiram às sanções:

André Fernandes (PL)

Um dos principais nomes do bolsonarismo cearense, o deputado federal André Fernandes, reagiu com ironia à decisão do governo americano. “Os EUA terão 48h para explicar o motivo disso?”, escreveu o político, fazendo uma alusão às exigências frequentemente impostas a opositores do STF no Brasil.

O parlamentar também compartilhou a notícia de que a punição a Moraes antes havia atingido xerife do talibã e líder de gangue haitiana. “Que grupo…”, comentou Fernandes.

Camilo Santana (PT)

O ministro da Educação, Camilo Santana, não se pronunciou diretamente sobre as sanções. Contudo, compartilhou nas redes sociais uma publicação do jornal The New York Times, em que o presidente Lula (PT) defende a autonomia dos Três Poderes no Brasil.

Na publicação, o mandatário ainda criticou a postura do ex-presidente Donald Trump nas tratativas diplomáticas envolvendo tarifas e comércio, mas disse estar aberto ao diálogo com as autoridades americanas.

Carmelo Neto (PL)

O deputado estadual Carmelo Neto, ex-presidente do PL Ceará, interpretou a sanção como uma consequência direta da atuação de Eduardo Bolsonaro (PL), filho de Jair Bolsonaro, junto a autoridades nacionais. 

Nas redes sociais, ele afirmou que a medida é fruto do trabalho de denúncia de Eduardo e acusou Moraes de cometer excessos à frente do STF. Para Carmelo, a sanção representa um reconhecimento internacional dessas supostas violações.

Ivo Gomes (PSB)

O ex-prefeito de Sobral, Ivo Gomes, afirmou, em resposta à publicação da entrevista de Lula ao The New York Times, estar “indignado”. Ele também escreveu: “The US is the newest banana republic” (“Os EUA são a mais nova república de bananas”, em tradução livre).

“República de bananas” é uma expressão pejorativa usada para descrever países considerados politicamente instáveis. 

Eduardo Girão (Novo)

O senador Eduardo Girão classificou a sanção como um “dia histórico” para o Brasil, em publicação nas redes sociais. Segundo ele, a aplicação da Lei Magnitsky pelos Estados Unidos expõe o que chamou de “ditadura da toga”. 

O parlamentar afirmou que a medida evidencia a gravidade das ações do Judiciário e defendeu que o Congresso aprove anistia para os chamados presos políticos, além de abrir um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes. 

Girão também convocou atos populares para o próximo domingo, 3 de agosto, em Fortaleza e outras cidades, com o objetivo de pressionar os poderes nacionais por mais liberdade e mudanças institucionais.

José Guimarães (PT)

O deputado federal e líder do governo na Câmara, José Guimarães, afirmou que a sanção se trata de tentativa de interferência estrangeira no funcionamento das instituições brasileiras.

Segundo ele, a medida é resultado da atuação da família Bolsonaro no exterior e deve ser encarada como uma afronta à democracia e à soberania nacional.

“Fruto da conspiração da família Bolsonaro contra o Brasil, Trump sanciona o Ministro Alexandre de Moraes com base na chamada Lei Magnitsky. Isso não é apenas uma afronta a um ministro do Supremo (o que já é grave) — é um ataque direto à democracia brasileira”, afirmou o deputado.

Mauro Filho (PDT)

O deputado federal Mauro Filho adotou uma postura crítica aos parlamentares que, conforme ele, agem contra os interesses nacionais. Ele afirmou que o dever de um deputado é trabalhar pelo bem do país e pelo bem-estar do povo, e considerou como um equívoco qualquer ação que comprometa esses princípios. 

O parlamentar não chegou a mencionar diretamente as sanções dos Estados Unidos ou o ministro Alexandre de Moraes, mas sua fala ocorre no contexto de articulações de Eduardo Bolsonaro e outros políticos para punições ao Brasil e a autoridades por Washington. 

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