Uma mulher vítima de violência doméstica ligou para a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS) pedindo “dipirona”. No entanto, tratava-se de um código para denunciar a agressão que estava sofrendo.
O policial que atendeu à ligação pelo 190 percebeu a situação e fez perguntas específicas para identificar a vítima, o agressor, o grau de violência e a localização.
– Remédio, senhora? É da polícia, 190.
– Sim, um remédio. É aqui na avenida… Uma dipirona.
– Alguma coisa aí no local?
– Sim, uma dipirona.
– E está agressivo a pessoa? Responde sim ou não.
– Sim.
– A senhora me confirma aí, se for positivo a informação, a senhora fala dipirona novamente. É seu marido?
– Sim, é a dipirona, sim.
– Tá ok, então. Agora fala a intensidade da agressividade aí, a senhora fala miligramas. Dez miligramas, 20 miligramas ou 30 miligramas? Qual é a intensidade de agressividade dele?
– 30.
A mulher foi socorrida pela PMMS e encontrada sem ferimentos graves. O agressor foi preso.
Posteriormente, ela ligou novamente para o batalhão e agradeceu pela agilidade e pelo trabalho realizado.




