A defesa de Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes a liberação do ex-presidente para realizar exames e tratar uma crise de soluços e refluxos, sintomas que surgiram nos últimos dias. O pedido foi acatado pelo magistrado, autorizando a saída no próximo sábado (16).
Segundo a equipe de Bolsonaro, ele realizará a coleta de sangue e urina, endoscopia e tomografia. Para a realização, a defesa pede uma liberação entre 6 e 8 horas, da prisão domiciliar à qual está submetido. O ex-presidente tem o prazo de até 48 horas após os procedimentos para apresentar um atestado de comparecimento com datas e horários dos atendimentos.
A prisão domiciliar foi decretada após ele utilizar as redes sociais de aliados durante os protestos ocorridos no último dia 3 de agosto. Para o ministro, a participação do político nos atos, incitou ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e apoio ostensivo à intervenção estrangeira no Poder Judiciário brasileiro. Com a decisão, Jair Bolsonaro está impedido de receber visitas sem autorização de Moraes, bem como de sair de sua residência.
No pedido, a defesa ressalta que a nova avaliação é necessária para o bem-estar do cliente. “A solicitação decorre da necessidade de reavaliação dos sintomas de refluxo e soluços refratários, bem como da verificação das condições atuais de saúde do peticionante. A depender dos resultados, poderão ser indicadas complementações diagnósticas e/ou medidas terapêuticas adicionais”, escreveu a defesa.




