O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Ricardo Cavalcante, deu uma entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (14), na sede da Fiec, no bairro Aldeota, em Fortaleza. Na ocasião, Ricardo comentou sobre as últimas medidas anunciadas pelo governo federal na tentativa de mitigar as tarifas de exportações impostas pelos Estados Unidos ao Brasil.
O presidente da entidade explicou que o momento é de incertezas, mas elogiou as primeiras medidas tomadas pelo país. Para Ricardo, o foco neste momento deve ser o diálogo, a negociação e a manutenção dos empregos no Ceará. Segundo ele, a política deve ser deixada de lado diante do impasse e das necessidades dos empresários exportadores.
“A gente precisa deixar de se falar muito da política e resolver o problema, e o problema é do emprego, das empresas. A gente espera discutir isso setorialmente, porque estamos falando de algo totalmente abrangente, no caso do Ceará, temos mais de 19 setores e cada um tem sua peculiaridade, não dá pra resolver todos os problemas juntos”, afirmou Ricardo.
O dirigente da Fiec disse que está em contato direto com o governo estadual e, das sete medidas que propôs ao governo federal, duas foram adotadas no primeiro pacote anunciado pelo presidente Lula (PT) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta quarta-feira (13).
Na contramão do que diz Lula, Ricardo não defende a busca por novos países parceiros e reforça que o mercado norte-americano é atualmente o melhor e mais cobiçado centro de exportações mundial. Atualmente, as exportações de produtos cearenses para os EUA representam 51% do total, com mais de US$ 500 milhões negociados em 2025.




