A Prefeitura de Manaus deu início a uma operação para retirada de fios e cabos inutilizados dos postes da região central da cidade. A medida, acompanhada pelo prefeito David Almeida (Avante), integra o programa “Mutirão no Centro” e tem como objetivo combater a poluição visual e reorganizar o espaço urbano.
A ação foi realizada no último domingo (17) e contou com o apoio do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), a concessionária Amazonas Energia e empresas de telefonia e internet, que segundo o prefeito, foram notificadas a realizar a limpeza da fiação em desuso.
“Nós temos uma poluição visual na cidade de Manaus muito grande, em várias áreas da cidade, no Centro principalmente. Como estamos com um ‘Mutirão no Centro’, essa ação foi programada. Nós notificamos todas as empresas, a concessionária de energia, as empresas que prestam serviço de telefonia, de internet, para que pudessem vir aqui conosco resolver esse problema da poluição visual, iniciando pelo centro da cidade”, destacou Almeida.
O vice-prefeito e secretário de Obras, Renato Junior, que também acompanhou a operação, explicou que os cabos retirados não têm mais utilidade desde a era da telefonia fixa tradicional. “Estamos fazendo uma operação de despoluição visual desses postes que estavam cheios de fios já obsoletos da época da telefonia, que há muitos e muitos anos não funcionam mais”, disse.
A retirada de cabos mortos foi possível após um levantamento técnico feito pelo Implurb e Amazonas Energia, em parceria com as operadoras de telecomunicações. Segundo o vice-presidente do órgão municipal, Antônio Peixoto, os fios inutilizados configuram uma afronta ao Código de Postura e ao Plano Diretor de Manaus.
O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL), Ralph Assayag, destacou o impacto econômico da medida. Para ele, a revitalização do Centro é essencial para valorizar o comércio local, responsável por grande parte da arrecadação do estado.
A operação, que começou na rua Guilherme Moreira e já se estende a outras vias, deve durar ao menos duas semanas, sempre em horários estratégicos para não prejudicar o comércio.



