A influenciadora paraibana Kamylinha Santos, de 17 anos, que teve as redes sociais suspensas por determinação judicial, se pronunciou pela primeira vez desde a prisão do influenciador Hytalo Santos. Em um vídeo publicado nesta segunda-feira (18) no perfil da mãe, a adolescente afirmou enxergar Hytalo como uma figura paterna e negou as acusações de exploração de menores que recaem sobre ele. Pouco tempo após a publicação, o conteúdo foi removido pela plataforma.
No depoimento, Kamylinha declarou que Hytalo “foi um pai” em sua vida e relembrou episódios de violência vividos com o pai biológico. “Eu creio que ele é um pai para mim, e Deus não vai tirar esse amor de pai que eu vejo nele”, afirmou. A jovem disse ter encontrado refúgio na relação com o influenciador: “Tive um genitor agressivo na minha infância, e ele [Hytalo] foi o meu refúgio, me apresentou a Deus e me mostrou que eu tinha um amor de pai. Eu não seria nada sem ele.”
A adolescente também sustentou a inocência de Hytalo em relação às acusações investigadas pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB). “Hoje, ver tudo isso acontecendo com ele me machuca muito. Ele não faz nada disso que estão falando, que explora criança, que dava bebida para criança. A única coisa que ele faz é dar amor e carinho e ajudar as pessoas”, disse.
Kamylinha destacou ainda conquistas pessoais atribuídas ao apoio de Hytalo, como a moradia com a mãe e a independência para ter seu próprio quarto. Segundo ela, o influenciador a “adotou” aos 12 anos, quando começou a aparecer em seus vídeos. Atualmente com 17, acumulava mais de 11 milhões de seguidores no Instagram antes da suspensão do perfil pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, que alegou uso de imagem de menor em publicidade de casas de apostas.
Hytalo Santos, natural de Cajazeiras (PB), construiu fama nas redes sociais com vídeos em formato de “família digital”, nos quais apresentava jovens como “filhas” e “genros”. Até a prisão, somava mais de 12 milhões de seguidores no Instagram e 5 milhões no YouTube. Ele é investigado pelo MPPB desde 2024 por suspeita de exploração de menores, com denúncias reforçadas por um vídeo do criador de conteúdo Felca.




