O Piauí registrou um avanço no combate ao descarte irregular de resíduos: 49 municípios já desativaram seus lixões, o que representa mais de 20% do total de cidades do estado. A iniciativa faz parte do programa “Zero Lixões – Por um Piauí mais limpo!”, que tem como meta fechar 100 lixões até o fim de 2025 e garantir alternativas ambientalmente corretas por meio de aterros sanitários.
O projeto é fruto de uma cooperação entre a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI) e o Ministério Público do Piauí (MP-PI), criada em 2022. A ação inclui orientação técnica para gestores, fiscalização e a aceleração do processo de licenciamento de aterros.
De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Feliphe Araújo, o fechamento dos lixões é uma das prioridades para o estado. “O Lixão Zero é um passo decisivo para um futuro mais limpo e saudável. Já conseguimos fechar lixões em 49 cidades e, até o fim de 2025, nossa meta é chegar a 100. Além disso, estamos focados também no controle dos aterros, porque a destinação correta do lixo precisa ser completa, do fechamento dos lixões ao funcionamento adequado das alternativas que estão sendo instaladas”, destacou.
Já Catharina Teixeira, diretora de Licenciamento da Semarh, lembrou que cinco aterros já estão em operação: nos municípios de Água Branca, Altos, União, Francisco Santos e Buriti dos Lopes, e outros três seguem em fase de implantação: Ipiranga do Piauí, Floriano e Cristino Castro. “Esse é um passo fundamental, porque garante aos municípios uma solução ambientalmente correta e dentro da lei”, frisou.
Além da desativação dos lixões, o programa também promove educação ambiental, fortalece cooperativas de catadores com apoio do Sebrae e amplia a logística reversa, exigindo das empresas a comprovação da destinação correta de embalagens.
Com essas ações, o estado se consolida como referência na implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010), que prevê o fim dos lixões em todo o país e a recuperação de áreas degradadas.
Com informações do Governo do Piauí.




