Nesta quinta-feira (11), Maria da Penha, símbolo do combate à violência contra as mulheres no Brasil, esteve na redação da Urbnews para conceder uma entrevista exclusiva sobre sua trajetória e os novos caminhos de sua atuação.
Maria da Penha ressaltou o papel do jornalismo no combate às fake news e refletiu como o machismo também se manifesta por meio de notícias falsas. Mesmo com sua ampla e reconhecida atuação, a ativista foi alvo de uma rede de mentiras recentemente que espalhou inverdades sobre sua vida.
“Eu fui vítima do machismo, mas eu quero dizer que mesmo no dia de hoje, com a lei, nós ainda somos vítimas, e eu fui vítima pela segunda vez através das fake news, porque quiseram, através dessas notícias falsas, desconstruir a minha história de vida e de luta que resultou na criação da Lei Maria da Penha”, afirmou.
A ativista também defendeu a atualização do alcance da Lei Maria da Penha, que, se aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), poderá ser aplicada em casos de violência de gênero contra mulheres, mesmo quando não houver vínculo familiar, doméstico ou afetivo com o agressor.
“Eu considero [importante], desde que essa mudança venha a ser analisada, estudada, para ser finalizada, também com o consórcio de ONGs, que foi o consórcio que criou o projeto de lei que foi aprovado por unanimidade pelo Congresso Nacional para a instituição da lei”, explicou.




