Com o início da campanha ‘Novembro Azul’, surge o alerta para o combate ao avanço do câncer de próstata, a segunda principal causa de morte por câncer entre os homens no Brasil. O movimento tem como objetivo ampliar a conscientização sobre a importância de cuidar tanto do corpo quanto da mente.
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) prevê que, no período de 2023 a 2025, anualmente, mais de 71 mil novos casos serão registrados. Perante esta perspectiva, é fundamental enfatizar a relevância do acompanhamento, uma vez que o diagnóstico precoce permanece como a estratégia mais eficaz para conter a progressão da doença.
Rinaldo de Oliveira, jornalista que venceu o câncer de próstata em 2021, destaca a importância da prevenção durante o processo de descobrimento até a cura. “Foi a detecção precoce que me salvou. A doença foi descoberta em estágio muito inicial, fiz a cirurgia em outubro de 2021 e hoje estou zerado, sem incontinência urinária e sem problemas de ereção”, enfatiza.
O urologista Lucas Lima, que faz parte da equipe de cirurgias uroncológicas no Instituto do Câncer do Ceará (Hospital Haroldo Juaçaba), destaca que o rastreio correto tem que haver o toque e o PSA (Antígeno Prostático Específico), visto que os dois em conjunto dobram a capacidade de detectar o câncer, se comparado apenas com o PSA.
“A vantagem de realizar o rastreio correto não está apenas no fator de diagnóstico, está relacionado a identificação de tumores iniciais com possibilidade de tratamentos mais avançados e com poucas sequelas, e alto índice de cura, o que pode atingir taxas de até 95%”, conclui.
Também acentua que é essencial realizar o rastreio anualmente, devendo iniciar aos 50 anos na população geral e 45 anos em pessoas com histórico familiar da doença. Evitar tabagismo e obesidade, e focar em dietas equilibradas com pouca ingestão de alimentos gordurosos e fritos, ajudam a prevenir o câncer, mas não anulam o risco.
Conscientização
Rinaldo, após perder o avô devido à doença, estabeleceu um compromisso anual de consulta com urologista e encoraja os homens a adotarem a mesma prática. “Não deixem que o machismo e o preconceito acabem com a vida de vocês. A mulher vai sempre ao ginecologista. Homens têm que fazer o mesmo com o urologista”
Ele acrescenta que, depois da cirurgia, usou a própria imagem e credibilidade de jornalista para gravar vídeos e escrever matérias sobre o Novembro Azul para encorajar outras pessoas a fazerem o mesmo e salvarem suas vidas.
As experiências e orientações são compartilhadas na plataforma de jornalismo positivo criada pelo repórter, por meio do portal de notícias, canal no Youtube, programa ao vivo no Facebook e programa de rádio, Só Notícia Boa.
*Matéria escrita pela estagiária Laysa Melo sob supervisão da editora Juliana Girão


