A deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) voltou a usar suas redes para mostrar o andamento da Global Sumud Flotilla, flotilha internacional com cerca de 50 embarcações civis que tenta romper o bloqueio naval de Israel e levar ajuda humanitária aos palestinos em Gaza.
Nesta quinta-feira (25), ela detalhou a parada técnica da flotilha após relatos de uma série de ataques de drones aos barcos, com explosões e interferências de comunicação, nas noites da última terça (23) e quarta (24).
Segundo Luizianne, as embarcações foram atacadas por drones quando estavam no meio do mar Mediterrâneo, em águas internacionais e, por conta disso, tiveram que realizar uma parada técnica próxima à Ilha de Creta, na Grécia.
“Foi muito grave o que aconteceu, imagina você estar na madrugada, às duas horas da manhã, no meio do Mediterrâneo, onde você não vê terra nem de um lado nem do outro, no mar aberto, você tem que passar por ataques covardes de um inimigo que ataca à noite e que não mostra sequer o rosto, ataca com drone”, declarou a deputada.
A cearense também comunicou que, após os ataques, a Coordenação Nacional da Global Sumud Flotilla se reuniu com os capitães das embarcações para decidir o seguimento da missão.
“Estamos aqui parados esperando a definição do movimento, a definição dos capitães, de se vai ou não vai prosseguir a partir de agora ou se vamos permanecer parados por alguns dias esperando outras embarcações”, disse.
Apesar de não haver nenhum ferido em decorrência dos ataques, duas embarcações tiveram seus casos comprometidos pelos drones, segundo Luizianne.
A deputada ainda reforça que as “iniciativas humanitárias destinadas ao transporte de alimentos, água e medicamentos são protegidas pelo Direito Internacional Humanitário e não podem ser alvo de ataques ou de qualquer ação que busque obstruí-las”.




