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Economia

Taxa de desemprego em agosto fica em 5,6% e repete recorde de mínima, segundo IBGE

Número de desocupados é o menor da série histórica
Por Sandra Costa
Atualizado há 7 meses
Tempo de leitura: 4 mins
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O país tinha, no fim de agosto, 6,1 milhões de pessoas desocupadas, o menor contingente da série. Isso representa 605 mil pessoas a menos na procura de trabalho, em relação ao trimestre móvel anterior. Foto: Unsplash.

A taxa de desocupação no trimestre encerrado em agosto ficou em 5,6%, repetindo o menor patamar já registrado pela série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No mesmo período do ano passado, o índice estava em 6,6%. A maior taxa já registrada foi de 14,9%, atingida em dois períodos: nos trimestres encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19.

No fim de agosto, foram 6,1 milhões de pessoas desocupadas no país, o menor resultado da série. Isso representa 605 mil pessoas a menos na procura de trabalho, em relação ao trimestre anterior, terminado em maio. O número de pessoas ocupadas chegou a 102,4 milhões.

Com esse resultado, o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, ficou em 58,1%, se mantendo no nível mais alto da série histórica.

O número de empregados com carteira assinada também foi recorde e alcançou 39,1 milhões de pessoas, com alta de mais 1,2 milhão em relação ao mesmo período do ano passado.

Setores

A queda na desocupação passa pelo setor de educação pública, de acordo com o analista da pesquisa William Kratochwill. “A educação pré-escolar e fundamental fazem contratações ao longo do primeiro semestre. São trabalhadores sem carteira, com contratos de trabalho temporários”, explica.

No setor de trabalho doméstico houve redução de ocupados: menos 174 mil em relação ao trimestre terminado em maio. Kratochwill afirma que isso pode ser reflexo de mercado de trabalho aquecido. “As pessoas deixam de fazer serviço doméstico e migram para outros tipos de serviço”, analisa.

Mercado de trabalho

A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoas que efetivamente procuram uma vaga. Para a realização da pesquisa, são visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

A proporção de trabalhadores informais na população ocupada ficou em 38%, acima dos 37,8% do trimestre anterior. O aumento é explicado pelo crescimento do trabalho por conta própria sem CNPJ, que chegou a 19,1 milhões de pessoas. Esse número é 1,9% a mais que no trimestre até maio.

“Isso é um sinal de que as pessoas estão apostando no trabalho autônomo, são trabalhadores com menor escolaridade, geralmente nas atividades de comércio e alimentação. Uma parcela de desalentados [pessoa que não procura emprego por achar que não conseguirá vaga] pode ter migrado, em parte, para a informalidade.”

Renda

O rendimento médio do trabalhador ficou em R$ 3.488, estável em relação ao trimestre anterior e alta real, acima da inflação, de 3,3%. O valor está próximo do recorde já registrado, de R$ 3.490, no fim de junho.

Segundo Kratochwill, os resultados da Pnad revelam um mercado de trabalho forte, a despeito da política monetária restritiva, os juros altos que são estabelecidos para combater a inflação.

“O mercado de trabalho está, de fato, aquecido, com níveis recordes de baixa de desocupação e alta de ocupação. Sinais que mostram o mercado de trabalho forte, bom para o trabalhador.”

A Selic, taxa básica de juros da economia, está em 15% ao ano, maior patamar desde julho de 2006, que era de 15,25% à época. A elevação da taxa faz com que empréstimos fiquem mais caros e desestimula investimentos, uma vez que pode valer mais a pena manter o dinheiro investido, rendendo juro alto, do que arriscar em atividades produtivas. Esse conjunto de efeitos freia a economia.

* Com informações da Agência Brasil.

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