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Brasil

Anvisa inicia compra de antídoto contra metanol após aumento de intoxicações

Além do medicamento, métodos de análises especializadas serão utilizados para rastrear o uso da substância
Por Sandra Costa
Atualizado há 7 meses
Tempo de leitura: 2 mins
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou, nesta quinta-feira (2), um edital internacional para aquisição do antídoto para o metanol. Foto: Banco de imagens.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou, nesta quinta-feira (2), um edital internacional para aquisição do antídoto para o metanol. A ação acontece após o aumento das suspeitas de intoxicação pela substância, assunto que ganhou destaque na mídia ao longo desta semana e virou caso de justiça.

Mariângela Batista Galvão Simão, Secretária da Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, afirmou em entrevista nesta sexta-feira (3) que o governo já identificou três possíveis produtores do Fomepizol, medicamento utilizado como antídoto para tratar o envenenamento por metanol. Segundo Mariângela, dos três produtores identificados, dois são dos Estados Unidos e um da Índia.

“A gente já oficiou para esse produtor na Índia e dois nos Estados Unidos. Então, do mundo inteiro, é isso que tem hoje. O Ministério está tomando as providências, porque nós queremos ter esse antídoto também no Brasil. Ainda não está disponível no mundo, mas a gente quer que fabriquem e nós vamos comprar”, disse Mariângela.

O Fomepizol não possui registro sanitário no Brasil, mas, segundo o Ministério da Saúde, há necessidade urgente de assegurar o abastecimento nacional do medicamento, garantindo a segurança assistencial em situações de emergência.

Casos suspeitos de intoxicação aumentam no país

Até a tarde de quinta-feira (2), o Brasil havia registrado 60 notificações relacionadas à intoxicação por metanol. Desses, 11 foram confirmados em São Paulo. Os demais seguem aguardando resultados de exames.

Os casos registrados acendem alerta sobre um provável mercado clandestino de reciclagem de garrafas e adulteração ou falsificação de bebidas. O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) anunciou uma série de ações emergenciais em apoio aos estados e ao Distrito Federal, entre elas o uso da capacidade técnica das polícias científicas estaduais para identificar o “DNA do metanol”.

O Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal será responsável pelos chamados exames avançados de isótopos estáveis –  método que permite rastrear a origem do metanol nas amostras contaminadas.

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