Nesta terça-feira (7), a deputada federal e ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT-CE), falou pela primeira vez após ser interceptada e deportada de Israel. A parlamentar deve desembarcar em solo brasileiro na próxima quinta-feira (9), após passar seis dias presa em Ketziot, o maior centro de detenção do Estado.
A parlamentar explicou em um vídeo que ela e outros participantes da Global Sumud Flotilla, que seguia rumo a Gaza em águas internacionais com ajuda humanitária, ficaram sem comunicação. “Nós passamos seis dias no presídio de segurança máxima e foram muitas violações, foi muita truculência, foi uma situação muito forte, muito difícil, mas eu quero dizer que, com toda a dificuldade que a gente teve que lidar esses dias, não tem nada comparado com mais de 10 mil palestinos presos, dentes eles, 400 crianças”, afirmou.
A deputada ainda defendeu que os participantes da flotilha foram sequestrados, pois as embarcações estavam em águas internacionais, onde o Exército israelense não poderia atuar. “Nós fomos, na verdade, sequestrados pelo exército israelense, porque nós não estávamos em águas israelenses, nós estávamos chegando à Gaza. E, após isso, o exército de Israel tomou o controle dos barcos e nos levou para o porto de Ashdod, que é um porto israelense, e de lá nós fomos considerados presos”, disse.
Luizianne e outros brasileiros foram considerados terroristas pelo Estado de Israel, segundo o Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu. Durante os seis dias de interceptação, os advogados da missão humanitária estiveram em comunicação com os presos e a Embaixada do Brasil realizou visitas consulares.




