Nesta quinta-feira (16), o Pantanal, um dos maiores e mais importantes biomas brasileiros, foi atingido por um incêndio de grandes proporções.
Com o avanço do fogo, os governos de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul decretaram situação de emergência. As medidas viabilizam a participação do governo federal em áreas estaduais por meio da Defesa Civil.
Com isso, além da transferência de recursos para as ações de combate aos incêndios florestais e municípios atingidos pelo desastre, as áreas afetadas recebem um maior amparo.
Fogo já consumiu o triplo de área desde o último incêndio
Com as chamas chegando à rodovia Transpantaneira, a principal via de acesso ao bioma em Mato Grosso, o fogo já consumiu um milhão de hectares do Pantanal em 2023, o triplo do registrado em 2022 inteiro.
A chegada do fogo à rodovia é uma preocupação de quem tem fazendas e de quem vive do turismo na região. Ao todo, são mais de 256 profissionais trabalhando no combate dos 3 mil focos de incêndio, 30% a mais do que o recorde anterior para o mês inteiro.
Mas afinal, quais são as causas?
Em 21 de outubro, três raios atingiram o Parna do Pantanal, a Reserva Particular do Patrimônio Natural Dorochê e uma propriedade particular próxima, dando início a incêndios.
Desde janeiro, o governo federal se planeja para a prevenção e o combate a incêndios no bioma. Em maio, foi lançado o Plano de Ação para o Manejo Integrado do Fogo no Pantanal.
A iniciativa teve participação de representantes da sociedade civil e dos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O plano resultou em ações de prevenção para evitar o eventual espalhamento do fogo, como as queimas prescritas.
As atividades foram realizadas em conjunto com comunidades ribeirinhas no entorno dos principais rios da região. Em razão da extensão do período seco no bioma e de dificuldades de acesso a áreas com incêndios florestais, as equipes precisaram ser reforçadas. Além disso, há previsão de aumento da temperatura nos próximos 15 dias na região.

