Nesta quinta-feira (9), após desembarcar em Guarulhos, na Grande São Paulo, a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), juntamente à delegação brasileira da Flotilha Humanitária, concedeu entrevista coletiva à imprensa. Na ocasião, a parlamentar cearense relatou o período em que esteve presa e denunciou a interceptação feita pelo Exército de Israel.
Os participantes foram classificados pelo Estado de Israel como terroristas, e a parlamentar comentou a situação: “Nós chegamos no porto arrastados pelos exército israelense e nós tivemos que ficar por mais de uma hora, de quatro pés, como diz aqui no Brasil, com a cabeça no chão esperando todos os outros barcos, as pessoas chegarem, os ativistas de todos os outros barcos”, relatou. “E a gente não podia fazer movimento algum. Então foi uma hora nessa situação, que caracteriza completamente tortura. Gente, isso é tortura. E eu digo […] Se fazem isso conosco, quando tinha o mundo inteiro olhando para essa flotilha, você imagina o que é que não sofrem diariamente os palestinos que estão presos”.
Aos gritos de “Palestina livre já!”, Luizianne e outros 12 brasileiros chegaram ao Brasil depois de seis dias presos em Ketziot, o maior centro de detenção de Israel. A interceptação ocorreu em 1º de outubro por parte de forças militares israelenses.
Segundo relatado pela deputada, ela e os demais ficaram incomunicáveis e, antes mesmo de serem presos, em 23 de setembro, algumas embarcações da flotilha sofreram ataques de drones que lançavam material tóxico, provocando dificuldade para respirar.
Ao ser questionada sobre a saída da prisão, Luizianne destacou o momento em que entendeu que ela e os outros participantes não eram mais prisioneiros. “Nós saímos desses caveirões e fomos levados para um ônibus para a gente fazer só o percurso de atravessar a fronteira da Jordânia. Para a nossa surpresa, em coisa de cinco minutos de ônibus a gente foi recepcionado pelo governo jordaniano, autoridades, embaixadores que estavam lá para receber as delegações. E a partir dali, a gente entendeu que a gente estava num outro momento, saímos da condição de prisioneiros que foram sete dias muito pesados”, afirmou.




