A situação de insegurança alimentar grave (fome) no estado do Ceará reduziu aproximadamente 28%, com quase 150 mil pessoas deixando de viver nesse estado. Essas informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (10).
Em 2023, essa situação era a realidade de 540 mil cearenses, no ano seguinte, esses números passaram para 319 mil. Com esse resultado, o Ceará se classifica como 5º estado do Nordeste e 12º do país em relação a quantidade de pessoas em situação de insegurança alimentar grave.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua): Segurança Alimentar 2024 realizada no quarto trimestre de 2024 por meio de um convênio entre o IBGE e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.
A pesquisa do IBGE classifica a insegurança alimentar em três níveis: leve, moderada e grave. Segundo o instituto a leve é a “preocupação ou incerteza quanto ao acesso a alimentos e redução da qualidade para não afetar a quantidade”; a moderada é a “falta de qualidade e redução na quantidade de alimentos entre adultos”; e a grave se classifica como a “falta de qualidade e redução na quantidade de alimentos também entre menores de 18 anos. Nessa situação, a fome passa a ser uma experiência vivida no domicílio”.
Apesar da diminuição da situação de insegurança extrema, o Ceará tem mais de 3 milhões de pessoas que se encaixam em um dos três níveis. Com isso, cerca de 65% dessas pessoas se enquadram na insegurança leve, 21% no nível moderado e 15% estão em situação extrema.
Contudo, mais de 6,2 milhões de cearenses vivem em situação de segurança alimentar, com um aumento de 7,5% em 2024, comparado com o ano anterior, conforme a pesquisa.
Para se classificar nessa situação de segurança, a pessoa tem que ter acesso regular ou permanente a alimentos de qualidade em quantidade suficiente sem que isso interfira em outras necessidades básicas.
No cenário nacional, a pesquisa revela que também houve uma redução de 2,2 milhões na quantidade de domicílios com pessoas com algum grau de insegurança alimentar.




