Em evento no Rio de Janeiro, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), foi alvo de vaias por parte do público presente. A cerimônia marcou o lançamento da Carteira Nacional Docente do Brasil (CNDB), e contou com a presença de Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Educação, Camilo Santana. Os parlamentares Eduardo Paes (PSD), que realizou a abertura do evento, e Renan Ferreirinha (PSD), secretário municipal de Educação do Rio de Janeiro, também foram vaiados.
Camilo Santana fez o anúncio do discurso de Motta e lembrou algumas pautas aprovadas pelo Congresso antes de passar a palavra ao deputado. Assim que o nome de Motta foi anunciado, o público começou a vaiar. Para amenizar a situação, Lula se levantou e se aproximou de Motta, e os gritos se intensificaram. Ambos riram e se abraçaram, mas a manifestação do público foi clara.
Apesar da recepção vexatória, Motta tentou destacar as conquistas do Congresso em relação à educação e mencionou em seu discurso os projetos aprovados em sua gestão, incluindo o Mais Professores, que visa beneficiar a categoria docente, e o Sistema Nacional de Educação.
A cerimônia de lançamento da CNDB é um marco para a valorização do profissional docente no Brasil, embora o evento tenha revelado tensões políticas.
Vaias do público, críticas de Lula
Apesar do gesto institucional, de ter se levantado e permanecido ao lado do deputado Hugo Motta durante todo o pronunciamento do parlamentar, ao final do evento, o presidente Lula (PT) fez um discurso inflamado e declarou que o Congresso Nacional está de “baixo nível”.
“Hugo é presidente do Congresso e ele sabe que esse Congresso nunca teve a qualidade de baixo nível que tem agora. Aquela extrema-direita que se elegeu na eleição passada é o que existe de pior”, afirmou Lula, dirigindo-se diretamente ao parlamentar durante o evento.
Lula fez referência ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos desde março. “Em 2026 é o ano da verdade. Temos que parar com esse negócio de cidadão ir para os Estados Unidos tentar inflar os americanos contra nós”, disse.




