Nesta segunda-feira (27), o Clube de Regatas do Flamengo publicou uma nota criticando os valores pagos pela torcida visitante na partida contra o Fortaleza, ocorrida no último sábado (25). Além disso, manifestou indignação por uma torcedora que, segundo a nota, “hostilizou dois espectadores que vestiam camisas pretas, sem símbolos do Flamengo, sob suspeita de que seriam rubro-negros”.
De acordo com o clube, os acontecimentos registrados na Arena Castelão contrariam o verdadeiro espírito do esporte. Um dos principais questionamentos levantados foi a diferença significativa entre os valores cobrados pelos ingressos da torcida visitante (R$ 250-inteira) e os aplicados à torcida local.
Outro ponto de destaque na nota foi o comportamento de uma torcedora do Fortaleza, que afirmou que dois homens vestindo camisas pretas, localizados no setor destinado aos tricolores, seriam torcedores do Flamengo, exigindo sua retirada do local. O clube considerou o episódio lamentável, ressaltando que a mulher agiu de forma hostil e constrangedora.
Na nota divulgada, o Flamengo reforçou sua crença em um futebol que “emociona, une e inspira”, defendendo que os estádios devem ser ambientes de respeito e convivência harmoniosa entre todos os públicos. O clube também destacou que, no Maracanã, mantém uma política de integração entre rubro-negros e torcedores adversários, permitindo setores compartilhados, e enfatizou que essa postura é adotada por convicção, e não por imposição.
Confira a nota completa:
O Clube de Regatas do Flamengo acredita em um futebol que emociona, une e inspira e que possa ser vivido com paixão e respeito, dentro e fora do campo. Por isso, reafirma seu compromisso com o fair play esportivo, com a civilidade nas arquibancadas e com o direito de todos os torcedores — do time da casa ou visitante — viverem o estádio como um espaço de entretenimento e convivência.
No Maracanã, o Flamengo recebe com respeito torcedores de todos os clubes. As zonas mistas, onde rubro-negros e visitantes assistem juntos às partidas, são prova de que é possível conviver em paz, com camisas diferentes e o mesmo amor pelo futebol. O Flamengo faz isso por convicção, e não por obrigação. Porque acredita que o futebol deve ser celebrado.
Infelizmente, o que se viu no Castelão, na partida entre Fortaleza e Flamengo, vai na contramão desse espírito.
A política de preços praticada para o setor visitante foi incompatível com o princípio da isonomia: enquanto os ingressos para o torcedor do Fortaleza custaram R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia) no Maracanã, o torcedor rubro-negro pagou, em média, R$ 231,95 no Castelão — valor que fez com que a torcida visitante, mesmo representando apenas 24% do público, fosse responsável por mais de 70% da arrecadação total de R$ 2,7 milhões.
Além disso, durante o jogo, um episódio lamentável mostrou o quanto ainda é preciso evoluir. Uma torcedora do Fortaleza hostilizou e constrangeu dois espectadores que apenas vestiam camisas pretas — sem manifestações ou provocações — sob a acusação de que seriam rubro-negros. Ambos acabaram retirados do setor, em total desrespeito ao espírito esportivo.
É preciso promover um Futebol mais justo, acolhedor e civilizado.
O Flamengo não aceita retrocessos e vai seguir defendendo um Futebol Melhor, dentro e fora de campo.




