Em torno de 2 milhões de famílias no Brasil deixaram de receber o auxílio do Bolsa Família, entre o período de janeiro e outubro de 2025, em razão do aumento de renda, segundo dados da Secretaria Nacional de Renda de Cidadania (Senarc) do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
Das 2.069.776 famílias que deixaram de depender do programa do governo federal, 1.318.214 foram por aumento dos ganhos totais em seus domicílios, 726.799 foram devido a conclusão do período da Regra de Proteção e as outras 24.763 fizeram seu desligamento voluntário.
As 726.799 famílias que concluíram o período da Regra de Proteção, ainda devem continuar recebendo, por até 12 meses, metade do valor arrecadado anteriormente com o Bolsa Família, mesmo após superar o limite de R$ 218 mensais per capita e desde que não ultrapasse R$ 706.
O benefício criado em outubro de 2003, durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atendeu, em outubro, 18,9 milhões de famílias em todo o país, o menor patamar desde o início do atual mandato do petista.
De acordo com Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil, o Bolsa Família tem cumprido seu papel de melhorar a vida de brasileiros que não dispõe de boas condições financeiras.
“É importante dizer que quem entra no Bolsa Família só sai para cima, seja porque conquistou uma renda maior com o trabalho, seja porque abriu o próprio negócio. E, caso perca essa renda, retorna automaticamente ao programa. Esse é um caminho sustentável, e quanto mais avançarmos em educação e oportunidades, mais seguro será o futuro das famílias brasileiras”, destacou o ministro.




