A Justiça do Estado de São Paulo aceitou a denúncia contra o deputado estadual, Lucas Bove (PL), o tornando réu sob suspeita de violência doméstica, psicológica e perseguição contra a ex-esposa e influenciadora, Cíntia Chagas. Foi pedido também a prisão preventiva do deputado por descumprimento de ordens judiciais.
Apesar do pedido de prisão preventiva ter sido negado pelo Juiz, foi estabelecido pagamento de uma multa no valor de R$ 50 mil por desrespeitar as determinações da Justiça.
Segundo o Ministério Público de São Paulo, Lucas teria exposto a vítima através de publicações nas redes sociais, ofendendo a sua dignidade. Conforme o MP, a Cíntia estaria sendo “sistematicamente exposta e ridicularizada perante a mídia e opinião pública”.
A influenciadora testemunhou à Polícia Cívil em setembro de 2024 sobre as violências sofridas durante o relacionamento de pouco mais de dois anos. O casamento chegou ao fim em agosto do ano passado.
Cíntia relatou na denúncia que o ex-marido tinha crise de ciúmes e chegou a agredi-la fisicamente, e até arremessar uma faca que atingiu a sua perna. Por falta de provas durante a investigação, a delegada relacionada ao caso encaminhou apenas crimes de violência psicológica e perseguição ao MP. O inquérito policial foi averiguado e o órgão denunciou ao judiciário incluindo violência física.
A defesa de Lucas Bove divulgou uma nota sobre o caso:
“O Deputado Lucas Diez Bove, através de seus advogados constituídos, esclarece que felizmente o descabido pedido de prisão acabou indeferido, REAFIRMANDO que agora finalmente poderá comprovar a mendacidade das acusações que lhe foram dirigidas, produzindo provas que evidenciem sua inocência, de forma absoluta.”
A advogada Gabriela Manssur, parte da defesa de Cíntia Chagas escreveu em nota:
“Depois de um ano e três meses de muito trabalho, estudo e resistência, a Justiça finalmente prevaleceu. Foi um tempo de dor e coragem, em que cada passo exigiu fé e firmeza para enfrentar não apenas as violências sofridas, mas também o peso do silenciamento, da descredibilização, das perseguições, calúnias e ameaças veladas. Durante todo esse período, houve tentativas claras de manipular a opinião pública contra os direitos das mulheres, de distorcer fatos, inverter papéis e transformar a vítima em ré. Mas o tempo e a Justiça colocam tudo em seu lugar.”




