O geneticista e biofísico americano James Watson morreu em East Northport, Nova Iorque (EUA), na quinta-feira (6), apenas uma semana depois de ser transferido para cuidados paliativos após tratamento para uma infecção. Ele tinha 97 anos.
Watson foi um dos cientistas mais importantes do século XX, embora também controverso a respeito de suas visões raciais. Ao longo de sua carreira, o biólogo molecular, que tinha extensa carreira universitária, deu declarações polêmicas em torno do assunto, chegando a afirmar que pessoas de origem africana possuíam capacidade cognitiva inferior.
Os trabalhos de Watson, no entanto, abriram as portas para ajudar a explicar como o DNA se replica e carrega informações genéticas, além de preparar o terreno para rápidos avanços na biologia molecular.
Suas descobertas lhe renderam um prêmio Nobel de Medicina no ano de 1962 que Watson vendeu por US$ 4,1 milhões em um leilão, em 2014. O dinheiro foi doado a diversas instituições educacionais, incluindo o Laboratório Cold Spring Harbor, em Nova York, do qual havia sido diretor entre os anos de 1968–2007. Anos depois, Alisher Usmanov, um empresário russo, comprou o Prêmio Nobel e o devolveu a Watson.
A morte foi confirmada por seu filho, Duncan Watson, que informou que o pai havia sido transferido recentemente para um hospital e, depois, para um hospício onde faleceu em decorrência de uma infecção.




