O Vaticano se encheu de atores, atrizes, cineastas e roteiristas no último sábado (15) para uma audiência do Papa Leão XVI por ocasião do Jubileu e dos 130 anos da primeira exibição pública de um filme, realizada pelos irmãos Lumière em 28 de dezembro de 1895, em Paris. A atriz Cate Blanchett, o diretor Spike Lee, a produtora Tonya Lewis Lee e o ator Viggo Mortensen estiveram entre os presentes.
Com a presença cada vez maior de aplicativos de streaming, o público nos cinemas pelo mundo caiu 8,8% em 2025. O Papa Leão reconheceu o perigo desse declínio, afirmando que os “cinemas são os corações pulsantes das comunidades”. Mas encorajou que o cinema não desista, continue a trabalhar e cooperar para preservar o valor cultural e social da sétima arte.
O líder da Igreja Católica também desafiou os membros da indústria a não terem medo de confrontar os problemas do mundo atual. “O grande cinema não explora a dor: acompanha-a, investiga-a. Foi isso que todos os grandes diretores fizeram. Dar voz aos sentimentos complexos, contraditórios, às vezes obscuros que habitam o coração do ser humano é um ato de amor”, disse.
No início da semana, o Papa foi entrevistado pela Variety e falou sobre seus quatro filmes favoritos, citando grandes clássicos do cinema. Confira a lista!
Para o pontífice, o cinema é “uma expressão do desejo de contemplar e entender a vida, de recontar suas grandezas e fragilidades, e de representar a busca pelo infinito”. O Papa também expressou gratidão pelo que o cinema representa: “uma arte popular no mais nobre dos sentidos, feita para e acessível a todos.”
Segundo ele, essa é a maior contribuição do cinema para a humanidade, pois ajuda “espectadores a considerar suas próprias vidas, olhar para a complexidade de suas experiências com novos olhos e examinar o mundo como se pela primeira vez”. O Papa afirmou ainda que o cinema é mais que imagens em movimento, porque coloca “esperança em movimento”.
Refletindo sobre a apreciação da Igreja ao trabalho de atores, diretores, roteiristas e cineastas, o Papa Leão XIV expressou seu desejo de renovar a amizade entre a Igreja e o cinema. “O cinema é uma oficina de esperança, um lugar onde as pessoas podem novamente encontrar a si mesmas e o seu propósito”, disse, chamando aos presentes que façam do cinema uma arte do Espírito.
Ao fim, todos os artistas puderam cumprimentar o Papa. A atriz australiana Cate Blanchett deu ao Papa uma pulseira em solidariedade aos refugiados, e o cineasta americano Spike Lee o presenteou com uma camisa personalizada do time de basquete New York Knicks.
Com informações do Vatican News.




