O Flamengo fez história neste sábado (29) ao se tornar o primeiro clube brasileiro tetracampeão da Libertadores, vencendo o Palmeiras por 1 a 0 em Lima, no Peru. E dois cearenses puderam celebrar a Glória Eterna com a camisa rubro-negra: o atacante Everton Cebolinha e o goleiro Dyogo Alves.
Éverton Cebolinha: o cearense tricampeão da Libertadores
Natural de Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza, Everton Cebolinha não é novato quando o assunto é erguer a taça mais cobiçada da América do Sul. Com o título deste sábado, o atacante se tornou tricampeão da competição: conquistou o primeiro caneco em 2017, pelo Grêmio, e agora soma duas taças pelo Flamengo, em 2022 e 2025.
Cebolinha deu seus primeiros chutes na bola no Maracanã Esporte Clube, time de sua cidade natal. Em 2009, chegou às categorias de base do Fortaleza, clube pelo qual sempre declarou carinho. Depois, chamou a atenção do Grêmio e seguiu para o Sul, onde despontou no cenário nacional. Na final deste sábado, o cearense entrou no segundo tempo e ajudou a segurar a pressão do Palmeiras nos minutos finais, quase ampliando o placar em cobrança de falta nos acréscimos.
Dyogo Alves: da tragédia à conquista
Outra história emocionante é a do goleiro Dyogo Alves, também cearense. Nascido em Fortaleza e com família no bairro Dias Macedo, o jogador de 21 anos carrega na pele e na memória as marcas de um dos episódios mais tristes da história do futebol brasileiro: o incêndio no Centro de Treinamento Ninho do Urubu, em 8 de fevereiro de 2019.
Na tragédia, dez jovens das categorias de base do Flamengo perderam a vida. Dyogo foi um dos 16 sobreviventes, ficando internado por uma semana com queimaduras nas mãos e nas pernas. Após receber alta, o goleiro voltou para Fortaleza para se recuperar junto à família, mas retornou ao Rio de Janeiro determinado a seguir seu sonho.
Inscrito na Libertadores 2025 e integrante do elenco profissional rubro-negro, Dyogo Alves pôde celebrar a conquista ao lado dos companheiros em Lima. A cada jogo do Flamengo, ele carrega consigo a memória dos amigos que partiram — homenageados pela torcida no décimo minuto de cada partida.




