A Polícia Civil de São Paulo abriu um inquérito contra Raquel Pacheco, mais conhecida como Bruna Surfistinha, por abandono de animais em apartamento no Centro da capital paulista. Foram encontradas três gatas e uma cachorra da raça labrador, elas estavam em meio a fezes, urina e sem alimento.
Segundo apuração do G1, a ação legal foi aberta pelo Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) após um boletim de ocorrência registrado pela síndica do prédio onde Bruna aluga o apartamento. O documento do inquérito informa que ela alugou o imóvel há seis meses, mas se mudou recentemente por não conseguir pagar a conta de energia.
Desde que saiu do imóvel, Bruna teria deixado os animais sem amparo, mas voltava constantemente para limpar o local. Quando a denúncia contra ela foi registrada, a artista não aparecia há uma semana no apartamento. Ainda conforme o boletim, a síndica também afirmou que a administração do prédio recebeu diversas reclamações de moradores devido ao cheiro forte de fezes e urina.
Na última quinta-feira (30), policiais da 2ª Delegacia da Divisão de Investigações de Infrações contra o Meio Ambiente (DIICMA) compareceram ao imóvel, onde resgataram os animais e requisitaram perícia, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública. Eles encontraram os animais com fome, sede e sujos em meio à muita sujeira presente no apartamento.
A labradora foi levada para a ONG Promessa Fiel, que cuida de cães, e ficará no local durante investigação policial. Já as três gatinhas foram encaminhadas para a ONG Perfeitos e Especiais. Segundo a presidente Patrícia Masiero, em relato para o G1, uma das felinas “possui uma infecção na boca e outra uma infecção uterina por não ter sido castrada. Além disso, duas delas por cristais na bexiga. Certamente terão que passar por cirurgia”.
“Nos chamaram para acompanhar o resgate e o ambiente era insalubre, cheio de fezes, urina. Não tinha areia para as gatas. Estavam sem alimento. Quem ama pet nunca abandona. As pessoas precisam saber que maus-tratos é crime, dá cadeia, e a gente não pode deixar de denunciar. As pessoas não têm que ter medo de denunciar”, ressaltou Patrícia ao G1.




