O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), escolhido por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para disputar a presidência nas eleições de 2026, afirmou, nesta sábado (6), que seu primeiro gesto será “aprovar a anistia ainda este ano”.
Em declarações feitas no X, antigo Twitter, Flávio afirmou que irá iniciar hoje as negociações. “Tomada a decisão ontem, hoje começo as negociações”, disse.
Segundo o parlamentar, a ideia é unir todas as lideranças “anti-lula” para conseguir a anistia dentro de duas semanas, já que o Congresso Nacional entrará em recesso no fim de dezembro. Apesar da pauta ser uma das agendas prioritárias dos bolsonaristas, até o momento o tema não avançou no Congresso.
“O primeiro gesto que eu peço a todas as lideranças políticas que se dizem anti-lula é aprovar a anistia ainda este ano! Espero não estar sendo radical por querer anistia para inocentes. Temos só duas semanas, vamos unir a direita!”, escreveu o pré-candidato.
A anistia beneficiária o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado. Bolsonaro cumpre pena em regime fechado na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Pré-candidatura de Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro anunciou sua pré-candidatura para disputar a presidência do Brasil nas eleições de 2026 na tarde desta sexta-feira (5), sendo, segundo ele, a escolha do pai para “conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”.
“É com grande responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”, disse o senador no X.
A decisão foi apoiada por Michelle Bolsonaro (PL), que até então estava sendo cogitada para representar o PL nesta disputa presidencial. “Que Deus te abençoe nesta nova missão pelo nosso amado Brasil. Que o Senhor te dê sabedoria, força e graça em cada passo, e que a mão d’Ele conduza o teu caminho para o bem da nossa nação”, disse a ex-primeira-dama.
A pré-candidatura foi oficializada após conflitos envolvendo Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro, filhos de Jair Bolsonaro, com a madrasta Michelle Bolsonaro por criticar a articulação do PL para apoiar a pré-candidatura de Ciro Gomes ao governo do estado do Ceará.




