Fim do ano está batendo na porta e é chegada a hora de reunir família, amigos e celebrar o melhor das festas que encerram este ciclo. No Natal, uma das brincadeiras mais típicas é o Amigo Secreto (ou Amigo Oculto), que neste ano estima ter envolver 70 milhões de consumidores, segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).
Em média, a pesquisa também aponta que os consumidores pretendem participar de até dois eventos de Amigo Secreto, principalmente entre familiares (73%), com amigos (31%) e com colegas do trabalho (29%). A previsão é que seja gasto em média R$ 75 com cada presente, movimentando um total de R$ 8 bilhões no varejo nacional.
Os dados da pesquisa também apontam que, entre os que devem entrar na brincadeira, 66% adoram participar do momento e 34% consideram que é uma boa maneira de poder presentear gastando menos dinheiro.
É o que espera a estudante Evellyn Gislene, que já iniciou seus preparativos para os jogos deste Natal. “A brincadeira é uma ótima maneira de economizar. Se você tiver que comprar presentes para todo mundo da sua família, vai acabar gastando muito. Por isso, se todos combinarem de fazer um Amigo Secreto sai muito mais barato e todo mundo acaba ganhando”, afirma.
Por outro lado, entre os 40% que não pretendem participar, 44% relatam que parentes, amigos ou colegas de trabalho não têm o costume de fazer a brincadeira, 36% afirmam que não gostam de amigo secreto e 17% estão sem dinheiro. Para isso, a jovem Isadora Azevedo comenta sobre o valor ideal da cota de presentes para que todos possam se divertir sem se preocupar com os gastos.
“Eu prefiro valores de até 50 reais. Assim, é possível dar um presente interessante sem gastar muito, e você precisa ser criativo para agradar quem vai receber. É preciso pensar certinho no que vai ser presenteado, mas ninguém sai zerado de dezembro comprando presentes”, explica.
Para o presidente da CNDL, José César da Costa, o consumidor precisa estar atento para não exceder os gastos. “O amigo secreto é uma forma de presentear sem ter que comprar presente para todo mundo, mas é importante estipular um teto de gastos. O foco deste da brincadeira não é o valor financeiro em si dos presentes, mas a comunhão, e isso estimula as pessoas a usarem a criatividade para presentear sem estourar o valor combinado”, destaca.
Já em relação ao presente ideal, Evellyn afirma que um bom livro é sempre uma escolha certa e segura, e que conhecer os gostos da pessoa sorteada é um bom passo para acertar o brinde. Isadora corrobora com a ideia, mas também destaca que prefere bijuterias ou produtos de higiene pessoal, especialmente para as pessoas de mais idade.



