O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, em entrevista ao jornalista Leo Dias, que a associação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à sua pré-candidatura à Presidência da República “não seria positiva”. A fala acontece em meio a um desgaste na relação entre Trump e a família Bolsonaro pela aproximação do republicando com o presidente Lula (PT).
Na última sexta-feira (12), Trump retirou o nome do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), da lista de sancionados pela Lei Magnitsky. Moraes havia sido incluído na lista em julho, durante o governo Trump, em um contexto de pressão internacional para que o Supremo recuasse no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
Apesar da ação mais recente do norte-americano, Flávio negou que a retirada das sanções represente um enfraquecimento político da família. Segundo ele, a decisão de Trump não está relacionada às articulações de seu irmão, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, que se autoexilou nos Estados Unidos com o objetivo de buscar punições a autoridades brasileiras e anistia para seu pai.
Ainda na entrevista, Flávio reafirmou que seguirá com sua candidatura e declarou que as eleições de 2026 “terão um Bolsonaro nas urnas”. Apesar disso, o senador destacou diferenças em relação ao pai ao se apresentar como um nome mais moderado, afirmando que pretende adotar uma postura voltada ao diálogo e à construção de consensos.
Ele acrescentou ainda que procura uma mulher para compor a chapa como candidata a vice-presidente, com o objetivo de ampliar e equilibrar o perfil político da candidatura.




