A influenciadora Cíntia Chagas e a feminista Manuela d’Ávila se encontraram, na última sexta-feira (19), para continuar o debate que tiveram na GloboNews, em outubro. Elas destacaram que, a partir da conversa, lançarão juntas um livro sobre feminismo, deixando as diferenças de lado com o objetivo de unir mais vozes femininas.
Apesar das divergências políticas entre Manuela e Cíntia, elas surpreenderam os seguidores. Segundo a influenciadora, o livro será lançado no mês das mulheres, em março. “A obra percorrerá dores e experiências comuns às mulheres brasileiras, injustiças que existem unicamente pelo fato de sermos mulheres. Rimos, choramos, emocionamo-nos”, comentou Cíntia na publicação do encontro.
Sobre o debate que as aproximou, Manuela descreveu: “Havia uma expectativa de que nossa participação fosse marcada pela divergência e até por certa agressividade. Lembro de alguém ter me dito: ‘vai lá e acaba com ela’. Aconteceu o oposto. Em um ambiente respeitoso, pudemos trocar ideias sobre feminismo e violência contra as mulheres.”
A feminista ainda celebrou sobre os comentários positivos que ela receberam: “Fico feliz. Vi a repercussão da nossa conversa entre as mulheres. Vi como tocou fundo e como foi importante.”
Em outubro, Manuela e Cíntia foram convidadas para participar do programa GloboNews Debate, que coloca frente a frente personalidades, com diferentes pontos de vista, para debater sobre temas de repercussão, incluindo política, economia, segurança e etc. No debate, elas acabaram se aproximando em ideias que geraram o encontro da última sexta-feira (19).
Manuela e Cíntia discordaram sobre a linguagem neutra
Durante o programa, elas discordaram sobre a temática da linguagem neutra. Cíntia chamou a linguagem neutra de “aberração linguística” e diz considerar uma “pseudoinclusão” o que “deveria ser apenas um dialeto”.
Manuela d’Ávila, rebateu a fala de Cíntia afirmando que “diversas pessoas fizeram da língua portuguesa a língua que nós utilizamos hoje…E o 1,5% de pessoas, que são as que mais morrem no nosso país, que têm uma expectativa de vida de 32 anos, na minha opinião, merece ser ouvido.”




