O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, foi entregue às autoridades brasileiras na noite desta sexta-feira (26) após ser detido no Paraguai. A entrega foi realizada na Ponte da Amizade, que liga Ciudad del Este a Foz do Iguaçu (PR), e ele passou imediatamente à custódia da Polícia Federal (PF).
Silvinei foi localizado e preso no Aeroporto Internacional de Assunção, quando tentava deixar o País em um voo com destino a El Salvador. De acordo com as investigações, ele utilizava documentos falsos para deixar a América do Sul. A prisão ocorreu dias após o ex-diretor romper a tornozeleira eletrônica e fugir do Brasil, onde cumpria prisão domiciliar.
Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 24 anos e seis meses de prisão por envolvimento na trama golpista investigada pela Corte, Silvinei ocupou o comando da PRF durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão judicial foi proferida há cerca de dez dias, no âmbito da ação penal que apura a tentativa de ruptura institucional.
Segundo informações da Polícia Federal, o equipamento de monitoramento eletrônico do ex-diretor deixou de transmitir sinal na madrugada do dia 25. Após a falha, agentes foram até o apartamento onde ele residia, em São José, na Região Metropolitana de Florianópolis (SC), e constataram que o local estava vazio. A análise das imagens do sistema de segurança do prédio indicou que Silvinei deixou o imóvel ainda na noite da véspera de Natal, utilizando um veículo alugado.
As imagens mostram o ex-diretor colocando bagagens no carro e deixando o prédio acompanhado de um cachorro, além de itens como ração e tapetes higiênicos. A investigação aponta que ele percorreu cerca de 1.300 quilômetros até sair do país, em uma rota planejada para evitar a fiscalização.
Após a confirmação da fuga, o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no STF, determinou a prisão preventiva de Silvinei Vasques. O ex-diretor da PRF deverá ser transferido para Brasília, onde ficará à disposição da Justiça brasileira.




