O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a construção do primeiro hospital público inteligente do Brasil, que será instalado em São Paulo. O anúncio ocorreu nesta quarta-feira (7) durante cerimônia no Palácio do Planalto. O projeto será financiado com R$ 1,7 bilhão provenientes de empréstimo do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), instituição financeira do Brics.
A unidade hospitalar será vinculada à Universidade de São Paulo (USP) e funcionará como referência nacional em assistência de saúde digital. O hospital fará parte de uma rede que incluirá 14 unidades de terapia intensiva (UTIs) automatizadas interligadas em diferentes estados brasileiros.
O projeto integra a estratégia de modernização do Sistema Único de Saúde (SUS), com incorporação de tecnologias emergentes e inteligência artificial na medicina oferecida à população. A iniciativa também prevê a modernização de hospitais já existentes na rede pública.
O hospital atenderá pacientes do SUS e servirá como modelo de assistência em saúde digital para os demais países do Brics. O Ministério da Saúde estima que a conclusão do projeto levará entre três e quatro anos.
Além da nova unidade em São Paulo, o projeto prevê a modernização de hospitais da Universidade Federal de São Paulo, do novo hospital Oncológico da Baixada Fluminense, do novo hospital do Grupo Hospital Conceição no Rio Grande do Sul, do Instituto do Cérebro no Rio de Janeiro, e de hospitais federais fluminenses, incluindo os da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.
O setor de emergência do hospital contará com 250 leitos e capacidade para atender 200 mil pacientes por ano. A UTI terá 350 leitos conectados com as outras UTIs inteligentes da rede. O complexo disponibilizará 25 salas cirúrgicas. Para a reestruturação dos hospitais federais do Rio de Janeiro, serão destinados R$ 1,2 bilhão.
O Ministério da Saúde afirma que a implementação de serviços inteligentes poderá reduzir em mais de cinco vezes o tempo de espera por atendimento especializado em situações de urgência e emergência.
Dilma Rousseff, presidenta do NDB, informou que o empréstimo tem prazo de pagamento de 30 anos. China e Índia são parceiras no desenvolvimento do projeto.
Durante a cerimônia, Lula destacou como o hospital inteligente contribuirá para melhorar a imagem do SUS. “O SUS era tratado de forma muito pejorativa, ou seja, só se mostrava desgraça no SUS, só se mostrava miséria no SUS, só se mostrava morte no SUS”, afirmou.
O presidente também enfatizou a importância de atender a população mais vulnerável: “Nós precisamos garantir que o povo mais humilde não pode ser invisível. Ele tem que ser olhado. É para eles que a gente governa. É em função dele que nós temos que melhorar a coisa.”
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou os avanços tecnológicos do projeto: “Há um grande esforço de modernização tecnológica do SUS para ofertar para a população brasileira de graça o mesmo que os principais hospitais de excelência privados do país. Hoje estamos em outra fronteira. Esse contrato vai trazer um salto além, que é trazer para o Brasil aquilo que nem os maiores hospitais privados brasileiros oferecem ainda”.
Dilma Rousseff destacou a amplitude da iniciativa: “Esse contrato vai muito além do investimento em estrutura hospitalar. Ele faz parte do compromisso do banco em promover o desenvolvimento, que significa hoje o acesso à tecnologia”.
*Texto redigido com auxílio de ferramenta de Inteligência Artificial




