Horas após determinar transferência do ex-presidente Bolsonaro para o 19º Batalhão da Polícia Militar, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes comentou em uma colação de grau da 194º turma do curso de Direito: “Acho que hoje eu já fiz o que eu tinha que fazer”.
A fala em tom de ironia aconteceu durante o discurso do político, que estava atuando como patrono da turma, no Teatro Vibra São Paulo, localizado na zona sul da cidade, o ministro disse: “Vocês percebem que ninguém cumpriu os três minutos, quase tive que tomar algumas medidas.Mas eu me contive hoje, acho que hoje eu já fiz o que tinha que fazer”.
O comentário surgiu como brincadeira porque os convidados a discursar não cumpriram o tempo de três minutos de fala e foi seguido por palmas e risos dos presentes. Trechos e imagens do discurso foram divulgados nas redes sociais por diferentes pessoas que estavam presentes na cerimônia.
A frase gerou reações na direita, entre os que comentaram a situação, está o deputado federal André Fernandes (PL-CE). “Os estudantes que aplaudiram Moraes hoje, serão os futuros advogados, juízes, desembargadores e etc. Olavo tem razão, o trabalho de base jamais pode ser menosprezado”, escreveu em uma rede social.
A medida da transferência de Bolsonaro
A decisão de transferir Bolsonaro para à “Papudinha” foi tomada na última quinta-feira (15), por Alexandre de Moraes. O magistrado estabeleceu que o ex-mandatário ocupará uma sala de Estado maior no local, que integra o Complexo Penitenciário da Papuda, e autorizou que Bolsonaro tenha “assistência integral, nas 24 (vinte e quatro) horas, dos médicos particulares anteriormente cadastrados, sem necessidade de comunicação prévia”.
A decisão de Moraes estabelece que Bolsonaro ficará em uma cela semelhante à ocupada atualmente por Anderson Torres no Núcleo de Custódia da Polícia Militar (NCPM). Este setor é destinado a militares estaduais com vínculo ativo na corporação, presos militares aguardando possível condenação e civis com direito à Sala de Estado-Maior.




