Nesta sexta-feira (16), o ator Wagner Moura compareceu ao The Daily Show, programa de entrevistas da TV americana, para falar sobre O Agente Secreto. Durante o bate-papo, o artista ironicamente agradeceu ao ex-presidente Jair Bolsonaro pela inspiração que teria levado ao desenvolvimento do filme O Agente Secreto.
A fala integra uma série de entrevistas promocionais da produção cinematográfica, que vem colecionando premiações e indicações em festivais e prêmios importantes. Moura comentou sobre o longa dirigido por Kleber Mendonça Filho e sua jornada como protagonista de uma obra brasileira que alcançou reconhecimento global.
Ao detalhar a gênese do projeto, o ator afirmou de forma bem-humorada que o filme não teria existido se não fosse Bolsonaro, fazendo referência às tensões políticas que, segundo ele, influenciaram a obra: “Kleber e eu compartilhávamos nossa perplexidade com o que acontecia no Brasil de 2018 a 2022, quando esse homem veio eleito, democraticamente, para trazer os valores da ditadura de volta ao Brasil do século 21”, explicou.
“Em um dos prêmios que recebi, eu subi ao palco e agradeci a ele (Bolsonaro). Disse “obrigado”, porque, sem ele, a gente jamais teria feito esse filme”, disse Moura.
‘O Agente Secreto’ retrata a história de um homem lidando com perseguições num cenário reminiscente da ditadura militar. O filme tem recebido prêmios importantes, incluindo o de Melhor Ator em Festival de Cannes, conquistado por Moura, e avança em premiações internacionais, sendo um dos fortes nomes brasileiros na corrida do cinema global.
Moura enfatizou que a obra é fruto da interpretação artística e do trabalho coletivo da equipe criativa, apesar da ironia sobre Bolsonaro. Tanto o ator, quanto o diretor da obra, Kleber Mendonça Filho, têm se posicionado sobre o papel do cinema brasileiro no cenário internacional e destacado a relevância de representar temas densos e complexos da história e do presente do Brasil e do mundo.
Em discurso no Globo de Ouro, Mendonça Filho convocou a juventude a se expressar através da sétima arte. “Eu dedico este filme aos jovens cineastas. Este é um momento muito importante no tempo e na história para se estar fazendo cinema. Aqui nos EUA, no Brasil, jovens cineastas, façam filmes”, enfatizou.




