Pela primeira vez em 40 anos, Portugal protagonizará um 2º turno entre a esquerda e a extrema direita. Após a apuração dos votos, o resultado do segundo turno saiu. O socialista António José Seguro liderou a votação com 31,13% dos votos, e o conservador André Ventura, candidato pela extrema direita, ficou em segundo lugar com 23,49%. Os dois avançam para mais uma etapa de votações.
A votação para presidência do país aconteceu no último domingo (18), em uma disputa acirrada entre candidatos do centro, da extrema direita e da esquerda. Rompendo com um ciclo de 4 décadas, o segundo turno está previsto para o dia 8 de fevereiro, onde os candidatos se enfrentarão novamente.
Figuras da direita brasileira demonstraram apoio a André Ventura por meio das redes sociais. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro, compartilhou uma mensagem de incentivo em um post de André: “Os portugueses merecem um futuro sem as mazelas do socialismo”.
O irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro, não deixou a ocasião passar e também comentou a passagem de Ventura para o segundo turno. “Parabéns aos cidadãos portugueses, mesmo os de fora de Portugal, que votaram nele e apoiam o partido Chega”, compartilhou.
Em seu perfil pessoal, a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, postou uma foto ao lado do político e desejou um bom 2º turno. “André Ventura avançou para o segundo turno das eleições em Portugal. Que Deus o abençoe e abençoe a nação portuguesa”, escreveu Michelle na postagem.
Além da ex-primeira-dama, a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) também comemorou a passagem de André para o segundo turno. “A direita avança no mundo todo”, escreveu.
O cenário político em Portugal
O avanço de André Ventura para o segundo turno é sinal de vitória para o partido de direita radical ‘Chega’. As chances de Ventura vencer as eleições são baixas, mas a passagem significa o fortalecimento do partido, que tem sido protagonista no cenário político português nos últimos anos.
O modelo de governo adotado pelo país é semipresidencialista, em que o presidente ocupa o cargo de chefe de Estado e exerce funções majoritariamente cerimoniais, enquanto o comando do governo fica a cargo do primeiro-ministro.
Cerca de 11 milhões de portugueses foram às urnas votar pelo cargo da presidência, que há uma década é ocupado por Marcelo Rebelo de Sousa, de centro-direita.




