Durante café com jornalistas nesta segunda-feira (19), em Brasília, o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), confirmou que pode deixar o cargo que ocupa no MEC para ajudar o presidente Lula (PT) e o governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), a concorrerem nas campanhas de reeleição.
A afirmação foi feita após o ministro apresentar o balanço das ações do MEC referente ao ano de 2025. Ele confirmou que o balanço deverá ser apresentado até março e que, a partir deste período, vai dedicar sua atenção integral à agenda eleitoral de 2026.
A ideia é apresentar os principais resultados da pasta e, então, programar sua saída do governo em uma reunião com o presidente Lula. Camilo ainda indicou que vai trabalhar para não haver, segundo ele, retrocesso no Ceará e se dedicar à reeleição do presidente Lula. “Estamos fazendo um balanço de 2025 das ações do MEC. No país e no Ceará não podemos retroceder”, afirmou durante o encontro.
Ainda em conversa com os jornalistas, Camilo, que foi governador do Ceará durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), relembrou da relação ruim com o Executivo durante o período. “Fui governador e sei como fui tratado no governo do passado. Então, é esse trabalho que eu vou fazer a nível do meu Estado, que eu represento como senador da República”, disse.
Camilo ainda não confirmou quando deve sair oficialmente do ministério, mas enfatizou que a saída do cargo é para, prioritariamente, ajudar o governador Elmano de Freitas a se reeleger no Ceará nas eleições de 2026.




