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‘Não uso maquiagem no dia a dia’: diz Maria Fernanda Cândido sobre pressão estética e relação com a imagem

Em entrevista à ELLE Brasil, Maria Fernanda explicou que nunca se sentiu refém de padrões relacionados à juventude ou à necessidade de parecer sempre produzida
Por Clara Sobreira
Atualizado há 6 meses
Tempo de leitura: 2 mins
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Maria Fernanda contou que a mudança para a França reforçou uma percepção que ela já carregava. Foto: Divulgação

Conhecida por personagens marcantes no cinema, no teatro e na televisão, Maria Fernanda Cândido voltou a falar publicamente sobre sua relação com a imagem, a estética e os padrões impostos às mulheres. Em entrevista concedida à ELLE Brasil, a atriz afirmou que não faz uso de maquiagem no cotidiano e que nunca se sentiu pressionada a seguir expectativas externas relacionadas à aparência.

Morando em Paris desde o fim de 2017 com o marido e os dois filhos, Maria Fernanda contou que a mudança para a França reforçou uma percepção que ela já carregava: a de se sentir confortável com uma imagem mais natural, distante de cobranças estéticas frequentes no meio artístico brasileiro.

“Não uso maquiagem no dia a dia, não pinto o cabelo, gosto de fazer a manicure, mas não uso esmalte”, afirmou a atriz durante a conversa. Segundo ela, esses cuidados estão mais ligados ao trabalho do que à vida pessoal. “Para mim, certas coisas são instrumentos de trabalho, e só.”

Ainda na entrevista à ELLE Brasil, Maria Fernanda explicou que nunca se sentiu refém de padrões relacionados à juventude ou à necessidade de parecer sempre produzida. Ao comentar sobre a pressão estética que muitas atrizes enfrentam, foi direta: “Essa pressão simplesmente não me pertence. Isso não é meu, é dos outros.”

A atriz também refletiu sobre o imaginário criado em torno de figuras públicas e como isso afeta a percepção das pessoas. Para ela, existe uma expectativa irreal sobre como uma atriz deve viver, se comportar e se apresentar.

“Quando você é uma pessoa pública, existe um imaginário sobre você que habita o inconsciente coletivo da sua cidade e do seu país. As pessoas idealizam sua vida, e isso é sempre muito frustrante para elas, pois tenho uma vida muito comum.”

Maria Fernanda destacou ainda que não molda sua rotina para atender a essas projeções. “Não deixo de viver o que quero para corresponder a esse imaginário”, afirmou, acrescentando que gosta de uma vida simples, com programas culturais, encontros com amigos e atividades cotidianas longe dos holofotes.

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