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Maranhão

Uema: resultado do Paes 2026 revela que 78% dos aprovados vêm de escolas públicas

A universidade estadual maranhense divulgou resultado final do vestibular com 5.529 estudantes selecionados entre 48 mil candidatos para quase 6 mil vagas
Por UrbNews
Atualizado há 3 meses
Tempo de leitura: 4 mins
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O resultado final foi anunciado nessa segunda-feira (2). Foto: Divulgação/ Uema

A Universidade Estadual do Maranhão (Uema) divulgou que 78,19% dos 5.529 aprovados no Processo Seletivo de Acesso à Educação Superior (Paes) 2026 são oriundos de escolas públicas. O resultado final foi anunciado nessa segunda-feira (2), após um processo que reuniu 48.065 candidatos disputando 5.980 vagas.

Este percentual mantém e supera a tendência observada em anos anteriores, como no PAES 2025, quando 74% das vagas foram ocupadas por alunos da rede pública. O resultado evidencia a força da educação pública estadual e o impacto das políticas de fortalecimento do ensino médio na preparação dos jovens para o ingresso na universidade.

Em cursos de alta concorrência, a presença de alunos da rede pública também se destacou. Na região da Baixa do Maranhão, o curso de Direito registrou 87,5% de aprovados vindos de escolas públicas, enquanto em Medicina o índice superou 53%. Em Medicina, especificamente no campus de São Luís, a UEMA alcançou a marca de 53,75% de aprovados da rede pública, um feito notável que quebra barreiras históricas de acesso.

“Este número reflete a dedicação dos nossos professores, o empenho dos estudantes e o compromisso do estado com uma educação pública de qualidade. Ver a maioria das vagas da UEMA sendo conquistadas por alunos da rede pública é a confirmação de que estamos no caminho certo para reduzir desigualdades e ampliar oportunidades”, destacou a secretária de Educação do Maranhão, Jandira Dias.

O vestibular adotou critérios específicos de classificação, com listas separadas por modalidades de ingresso, incluindo ampla concorrência e diferentes categorias de cotas. Entre elas estão BR-PPI (Baixa renda, pretos, pardos e indígenas), BR-Q (Baixa renda, quilombolas), BR-DC (Baixa renda, demais candidatos), além das categorias IR-PPI, IR-DC e PCD.

O novo sistema de cotas da Uema destina 50% das vagas para estudantes de escolas públicas. Deste percentual, metade é reservada para candidatos com renda familiar per capita de até dois salários mínimos. O processo também garante 5% das vagas para pessoas com deficiência dentro do grupo de egressos da rede pública.

Nos cursos de Formação de Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, 20% das vagas foram reservadas para candidatos negros, ampliando a diversidade no acesso à educação superior no Maranhão.

Com a implementação do novo sistema, a Uema expandiu sua oferta educacional em 11,5% em comparação ao ano anterior. O número total de vagas chegou a 5.980, disputadas por mais de 48 mil candidatos.

A universidade também criou 20 novos cursos presenciais, distribuídos em 12 diferentes campi pelo estado. A expansão contempla diversas áreas do conhecimento, incluindo saúde, tecnologia, ciências humanas e sociais.

Entre as novas graduações oferecidas estão Psicologia, Enfermagem, Engenharia da Computação e Inteligência Artificial. A área da saúde recebeu cursos como Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia e Nutrição. Completam a lista dos novos cursos as graduações em Letras em Libras e Educação Física na modalidade bacharelado.

O reitor da UEMA, Walter Canales, celebrou o dado como parte da missão institucional. “Esse resultado confirma que a universidade pública está cumprindo seu papel social. Ter quase 78% dos aprovados oriundos da rede pública demonstra que as políticas de inclusão estão ampliando o acesso ao ensino superior e garantindo que estudantes de diferentes realidades possam chegar à universidade”.

Além do expressivo percentual geral, chama atenção a distribuição dos aprovados por municípios do interior, demonstrando a capilaridade do acesso. Iniciativas como o “Terceirão Não Tira Férias” e Plataforma Gonçalves Dias têm sido estratégicas na preparação dos estudantes, especialmente em cidades mais distantes dos grandes centros.

O resultado consolida a UEMA como principal porta de entrada ao ensino superior público no estado e reforça a educação pública maranhense como instrumento de transformação social, capaz não apenas de incluir, mas também de preparar estudantes para os cursos mais desafiadores e disputados.

*Esse texto contou com auxílio de Inteligência Artificial para ser escrito

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