O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, é considerado foragido após a 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro determinar sua prisão, nesta terça-feira (3). De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), a tornozeleira eletrônica do cantor está desligada desde o último domingo (1º).
Segundo a Polícia Civil, houve uma tentativa de cumprir a medida judicial de prisão em sua residência, no entanto, Oruam não se encontrava no local. O rapper ainda não foi localizado.
O cantor é réu em uma ação penal que apura a tentativa de homicídio qualificado praticado contra o delegado Moyses Santana Gomes e o oficial Alexandre Alves Ferraz, ambos da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro e permanecia em liberdade com uso de tornozeleira eletrônica por força de liminar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Contudo, o STJ tirou a liminar em consequência dos relatórios da Seap que apontavam diversas violações das determinações judiciais.
“O monitorado utiliza tornozeleira eletrônica desde 30 de setembro do ano passado e, desde 1º de novembro, passou a apresentar sucessivas violações, totalizando 66 ocorrências, sendo 21 graves somente em 2026, em sua maioria relacionadas à falta de carregamento da bateria”, pontuou a Seap em nota.
De acordo com a Seap, Oruam compareceu à Central de Monitoração Eletrônica no dia 9 de dezembro de 2025 para realizar a substituição do equipamento, que em seguida foi encaminhado para à perícia técnica, onde constatou dano eletrônico.
“As violações foram formalmente comunicadas ao Poder Judiciário, com relatórios mensais encaminhados à Terceira Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. Após a troca, o novo equipamento voltou a apresentar falhas por ausência de carregamento, e desde 1º de fevereiro deste ano permanece descarregado”, informou a Seap.
Após conhecimento das infrações, o Ministério Público requereu a prisão preventiva do cantor, no entanto, a juíza deixou de decretar devido à vigência da liminar do STJ. Com a retirada da liminar, a juíza Tula Corrêa de Mello entendeu que “as medidas alternativas se mostraram insuficientes, determinando a retomada da prisão preventiva para garantir a ordem pública e a efetividade do processo penal”.
Em 22 de julho de 2025, durante uma operação da Polícia Civil na casa de Oruam para cumprir uma ordem judicial de busca e apreensão de um menor de idade que teria praticado atos análogos ao tráfico de drogas e a crimes patrimoniais, o cantor e mais sete pessoas teriam arremessado pedras de grande peso e volume, que atingiram o delegado Moyses Santana Gomes e o oficial Alexandre Alves Ferraz, ambos da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, conforme a denúncia.




