Faleceu, na noite desta segunda-feira (9), a cadela Pretinha, companheira do cão Orelha. Pretinha foi internada poucos dias após a morte do cão Orelha, apresentando um caso de insuficiência renal crônica e alteração sanguínea compatível com a “doença do carrapato”.
A informação da morte da cadela foi confirmada por Bruno Ducatti, que havia adotado Pretinha após a repercussão do caso Orelha. Segundo o empresário, apenas após o animal ter sido encaminhado a uma unidade veterinária foi possível identificar a gravidade do quadro clínico, que incluía insuficiência renal severa. Ela apresentava um quadro de falência renal, agravada por complicações causadas pela dirofilariose, doença mais conhecida como verme do coração.
Ducatti publicou uma carta aberta em seu perfil pessoal comunicando o falecimento da cadela e explicando que todos os cuidados possíveis foram prestados, com o intuito de preservar a saúde de Pretinha. “Foram utilizados todos os recursos possíveis: internação intensiva, exames complexos, medicações de alto custo e acompanhamento contínuo. Ainda assim, a medicina encontrou seus limites. Não houve omissão, descaso ou abandono. Houve luta até o fim”, escreveu.
O empresário acrescentou que a morte dos dois cães comunitários demonstra “o que funciona quando há cuidado comunitário — e o que falha quando o poder público e a sociedade se omitem”. Ele finaliza o post reafirmando o compromisso que a sociedade precisa ter com o abandono animal e tratamentos preventivos.
Relembre o caso do cão Orelha
O caso do cão Orelha aconteceu na madrugada de 4 de janeiro de 2026, na Praia Brava, em Florianópolis (Santa Catarina), quando um cachorro comunitário de aproximadamente 10 anos foi brutalmente agredido por um grupo de quatro adolescentes, segundo a investigação da Polícia Civil local.
Orelha, que vivia há cerca de uma década na região e era alimentado e cuidado por moradores e frequentadores, foi encontrado em estado gravíssimo com traumatismo na cabeça, levado a uma clínica veterinária e submetido à eutanásia no dia 5 por conta da gravidade das lesões. Perícias apontaram fraturas e hemorragias causadas por objeto contundente, embora o instrumento usado não tenha sido encontrado.




