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EUA e Israel lançam ataques coordenados contra o Irã; país revida

Operação conjunta atinge alvos estratégicos em Teerã após impasse nuclear; Irã responde com mísseis contra Israel e eleva tensão no Oriente Médio
Por UrbNews
Atualizado há 3 meses
Tempo de leitura: 3 mins
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Binyamin Netanyahu (à esq.) e Donald Trump (à dir.) uniram-se em ataques contra o regime iraniano de Ali Khamenei (ao centro). Foto: Reprodução

Os Estados Unidos, em ação coordenada com Israel, realizaram neste sábado (28) ataques de grande escala contra o Irã, marcando uma escalada inédita no conflito regional. Batizada de “Operação Fúria Épica”, a ofensiva atingiu dezenas de alvos, com explosões registradas no leste e no oeste de Teerã. A agência estatal Tasnim informou que o aeroporto Mehrabad foi atingido e que o espaço aéreo iraniano chegou a ser fechado.

A ação ocorreu apesar de negociações nucleares em andamento entre Washington e Teerã, que haviam sinalizado avanços recentes. Horas após os bombardeios, o Irã respondeu lançando mísseis e drones contra Israel. De acordo com as Forças de Defesa de Israel, as ameaças foram identificadas e interceptadas, com sirenes acionadas em diversas regiões do país.

Em pronunciamento na rede Truth Social, o presidente Donald Trump confirmou a operação, afirmando que o objetivo é “eliminar ameaças do regime iraniano” e proteger cidadãos americanos. Do lado israelense, o ministro da Defesa Israel Katz classificou a ofensiva como “ataque preventivo”. Já o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu declarou que a ação busca criar condições para que o povo iraniano “tome seu destino em suas próprias mãos”.

O paradeiro do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, é incerto. Caso confirmada uma eventual morte, seria um evento sem precedentes: a eliminação direta de um chefe de Estado em exercício por forças americanas.

No centro da crise está o programa nuclear iraniano. Dados da Agência Internacional de Energia Atômica indicam que o país mantém cerca de 440 kg de urânio enriquecido a 60%, patamar próximo ao necessário para fins bélicos. Os EUA exigiam o desmantelamento completo do programa e limitações balísticas, enquanto Teerã defendia reduzir o enriquecimento em troca do fim das sanções, nos moldes semelhantes ao acordo de 2015, abandonado por Washington em 2018.

O ataque reacende temores de um conflito ampliado no Oriente Médio, inclusive com impactos no Estreito de Hormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás liquefeito comercializados no mundo. Os próximos passos dependerão do alcance e da duração da operação, bem como da capacidade de resposta da Guarda Revolucionária iraniana e do cenário sucessório em Teerã, caso a liderança seja desestabilizada.

Enquanto isso, a comunidade internacional acompanha com apreensão os desdobramentos, diante do risco de uma escalada que ultrapasse fronteiras e provoque consequências globais.

Este texto foi redigido com auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial.

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