A defesa de Daniel Vorcaro informou, em nota divulgada nesta segunda-feira (9), que solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a visita dos advogados ao dono do Banco Master não seja gravada, prática que não é permitida em presídios federais.
De acordo com os advogados do dono do Banco Master, a defesa solicitou “providências para assegurar o pleno exercício do direito de defesa durante o período de custódia do empresário na Penitenciária Federal de Brasília”.
A direção da unidade prisional informou que a visita dos advogados não poderia ocorrer de forma imediata e precisaria ser agendada para “alguma data da próxima semana”. Os defensores relataram ainda que foram avisados de que os encontros com Vorcaro seriam monitorados por áudio e vídeo e que não seria permitido o ingresso com papel e caneta durante as reuniões.
“Diante desse cenário, a defesa requereu ao Supremo Tribunal Federal que seja garantida a realização de visitas dos advogados regularmente constituídos sem qualquer tipo de monitoramento ou gravação, com a possibilidade de ingresso de cópias impressas dos autos e de registro de anotações durante os encontros, conforme asseguram o Estatuto da Advocacia e a Lei de Execução Penal”, justificaram os advogados.
Os advogados destacam ainda que a comunicação reservada entre cliente e defensor é uma garantia do direito de defesa.
A defesa afirmou ainda que pediu a transferência do banqueiro para outra unidade prisional caso a solicitação não seja atendida.




